RENAN MANTÉM GOLPE E PAU QUEBRA NO SENADO

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rejeitou a decisão do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a admissibilidade do processo naquela Casa, realizada no dia 17 de abril.

 

Renan afirmou que não cabe a ele dizer se o processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff "é justo ou injusto" e lembrou que o Supremo Tribunal Federal já havia decidido sobre o rito do impeachment. "Essa decisão é absolutamente intempestiva", afirmou.

 

Renan disse ainda que admitir a decisão de Waldir Maranhão só atrasaria o processo no Congresso. Renan ressaltou também que "nenhuma decisão monocrática pode se sobrepor a uma decisão colegiada", que foi o caso da votação dos deputados.

 

Após o anúncio da decisão por Renan, alguns senadores começaram a gritar ao mesmo tempo, querendo a palavra. O presidente do Congresso apelou para o silêncio, lembrando que "não se pratica a democracia com gritos", e anulou a sessão por dois minutos para que, segundo ele, os parlamentares "gritassem à vontade".

 

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) protestou por não ter conseguido a palavra para apresentar uma questão de ordem. A senadora disse que Renan agia como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara dos Deputados, e pediu para que Renan determinasse a íntegra da leitura de Waldir Maranhão no Senado.

 

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Renan não acata decisão de Maranhão e dá continuidade ao processo de impeachment

 

Mariana Jungmann - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou há pouco a decisão de manter o trâmite do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado. Renan decidiu ignorar a decisão do presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a sessão da Câmara que aprovou a continuidade do processo.

 

Renan Calheiros disse que não procede a argumentação de Waldir Maranhão sobre a forma que a decisão da Câmara deveria ter sido comunicada ao Senado. "Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo. Ao fim e ao cabo, não cabe ao presidente do Senado Federal dizer se o processo é justo ou injusto", disse o presidente do Senado.

 

Com isso, Renan Calheiros determinou que o relator do processo na Comissão Especial do Impeachment do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), faça a leitura do seu relatório pela admissibilidade do processo no plenário da Casa. Após a leitura, começará a contar o prazo de 48 horas para que os senadores votem a admissibilidade e o afastamento imediato da presidenta, o que deve ocorrer na quarta-feira (11).

 

Vícios no processo

O presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anulou hoje (9) as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele acatou pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). A informação é da presidência da Câmara.

 

Com a aprovação na Câmara, o processo seguiu para o Senado. Waldir Maranhão solicitou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a devolução dos autos do processo. O presidente interino da Câmara determinou nova sessão para votação do processo de impeachment na Casa, a contar de cinco sessões a partir de hoje (9).

 

Waldir Maranhão, que assumiu a presidência após afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu os argumentos do advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, por entender que ocorreram vícios no processo de votação, tornando-a nula.

 

Ele considerou que os partidos políticos não poderiam ter fechado questão ou orientado as bancadas a votarem de um jeito ou de outro sobre o processo de impeachment. "Uma vez que, no caso, [os deputados] deveriam votar de acordo com suas convicções pessoais e livremente", diz nota do presidente interino divulgada à imprensa.

 

Maranhão também considera que os deputados não poderiam ter anunciado publicamente os votos antes da votação em plenário em declarações dadas à imprensa. Considerou ainda que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, como define o Regimento Interno da Casa.

 

Considerado aliado de Cunha na composição da Mesa Diretora, Waldir Maranhão votou contra o prosseguimento do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Waldir Maranhão mudou de voto em cima da hora, contrariando a orientação nacional do PP, seu partido. Devido à atitude, o deputado foi destituído da presidência do diretório estadual do partido no Maranhão. Maranhão também investigada na Operação Lava Jato.

Please reload

PLURALIDADE DE IDEIAS E  DIVERSIDADE DE PENSAMENTOS

Oblog www.esquinademocratica.com aborda temas relacionados à política e à administração pública, sempre a partir da defesa incondicional dos direitos humanos e do pleno exercício da cidadania. Lutamos pela democratização da informação e da comunicação e buscamos exercer o JORNALISMO de forma LIVRE e INDEPENDENTE. Defendemos a pluralidade de ideias e a diversidade de pensamentos, por meio de um jornalismo politicamente engajado em um projeto de sociedade popular e de esquerda.

MAPA
do jornalismo independente no Brasil

O www.esquinademocratica.com está no mapa do jornalismo Independente brasileiro. O mapeamento é realizado desde 2015 pela Pública, primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do país. No mapa interativo foram selecionadas iniciativas que nasceram na rede, fruto de projetos coletivos e não ligados a grandes grupos de mídia, políticos, organizações ou empresas (http://apublica.org/mapa-do-jornalismo/#_).

asq.png

https://theintercept.com/brasil/

https://www.brasildefato.com.br/

https://www.brasil247.com/

https://www.sul21.com.br/

https://www.redebrasilatual.com.br/

https://revistaforum.com.br/

https://apublica.org/

http://desacato.info/

http://anujornalismo.com/

http://www.nonada.com.br/

www.cartacapital.com.br

http://www.independente.jor.br/

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/

https://www.ocafezinho.com/

http://www.correiocidadania.com.br/

https://passapalavra.info/

https://www.rioonwatch.org/

https://www.novaimprensa.com/

http://revistaberro.com/

http://marcozero.org/

https://midiaindependente.org/

https://outraspalavras.net/

https://enoisconteudo.com.br/agencia/

http://revistagambiarra.com.br/

https://subversivos.libertar.org/

https://mobilize.org.br/

https://www.facebook.com/coletivosup/?fref=ts

https://www.extraclasse.org.br

https://www.pressenza.com/pt-pt/

https://www.jornalja.com.br/

https://operamundi.uol.com.br/

https://www.saibamais.jor.br/

http://www.anf.org.br/

http://periferiaemmovimento.com.br/

https://azmina.com.br/

http://ecos-periferia.blogspot.com/

https://www.viomundo.com.br/

http://jornalocidadao.net/

https://revistaafirmativa.wixsite.com/afirmativa

http://faroljornalismo.cc/blog/

http://jornalismojunior.com.br/

https://calle2.com/

https://gz.diarioliberdade.org/

https://medium.com/brio-stories

http://jornalismocolaborativo.com/

http://coletivocatarse.com.br/

https://www.nexojornal.com.br/

https://www.jota.info/

https://jornalistaslivres.org/

https://catarinas.info/

https://reporterbrasil.org.br/

https://www.facebook.com/MidiaNINJA/

http://baraodeitarare.org.br/site/

http://www.fluxo.net/

http://reinventajornalista.com.br/

http://jornalismob.com/

https://paragrafo2.com.br/

https://www.cnet.com/news/?tag=typo

http://desabafosocial.com.br/

https://aosfatos.org/

http://www.aescotilha.com.br/

NOTÍCIAS

Please reload

ARQUIVOS