Feira Nacional da Reforma Agrária

Primeira Feira Nacional de Reforma Agrária | Foto: Joka Madruga​

 

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo, segundo o Ministério do Meio Ambiente. A Anvisa aponta que 64% dos alimentos estão contaminados por essas substâncias.​ Comidas típicas regionais, artesanatos, produtos sem agrotóxicos, shows, atividades culturais, seminários e debates estão na programação da Feira de Reforma Agrária, que reúne centenasde sem-terra de todo o Brasil na capital paulista. 

 

Mais de 800 agricultores e agricultoras de 23 estados e do Distrito Federal chegaram a São Paulo para a 1ª Feira Nacional da Reforma Agrária, que acontece de 22 a 25 de outubro, no Parque da Água Branca, zona oeste da capital paulista.Promovido pelo MST, o evento traz 200 toneladas de alimentos saudáveis a preços populares, além de shows, seminários e uma Praça de Alimentação com comidas típicas de todo o país.

 

Algas marinhas comestíveis produzidas no litoral do Ceará, azeite do coco do babaçu do Maranhão, caldo de tucupi do Pará e sabonetes produzidos com mel de abelha do Sergipe. Esses são somente alguns dos produtos trazidos pelos mais de 500 agricultores, de 23 estados e Distrito Federal, que participam da 1a Feira Nacional da Reforma Agrária, na capital paulista. Além de acessar produtos de todo o país, a feira é uma oportunidade de cuidar da saúde, comprando alimentos sem agrotóxicos e a preços populares. O evento, realizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocorre até domingo (25) no Parque da Água Branca, no bairro Barra Funda.

 

“São produtos sem nenhuma substância química. A gente quer uma reforma agrária sem agrotóxicos, que as pessoas estejam livres desses venenos”, explicou a educadora do campo Milene Bezerra, 21 anos, enquanto apresentava os itens trazidos de assentamentos do Maranhão. Ela destaca que a decisão de produzir alimentos orgânicos beneficia tanto os trabalhadores, como consumidores. “Se a gente olhar o que está acontecendo com as pessoas que se alimentam com agrotóxico, vemos que a qualidade da saúde das pessoas está prejudicada. Não queremos isso para a gente, nem para quem a gente vende”, acrescentou.

 

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 64% dos alimentos estão contaminados por agrotóxicos. Em abril deste ano, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) criticou o modo como os agrotóxicos são utilizados no país e recomendou a redução do uso desses produtos. O instituto ressaltou os riscos para a saúde e para a incidência de câncer. Entre os efeitos nocivos à saúde, o instituto apontou infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer.

 

A professora Zélia Matos, 45 anos, decidiu consumir alimentos orgânicos há 5 anos. “Comecei a ver informações sobre isso em revistas, na internet e achei realmente que era um absurdo a gente ficar comendo veneno. A gente pensa que come verdura e é saudável, mas que nada”, declarou. Ela reclama, no entanto, que os preços de produtos com esta marca sejam vendidos por um valor mais alto em mercados convencionais. “Virou uma grande coisa isso de orgânicos. Acho que é só para vender mais. Uma pena. Prefiro comprar direto do produtor, porque além de ajudar, a gente paga menos, com certeza. Uma feira assim na cidade é boa por isso”, avaliou.

 

Nei Zavaski, do setor de produção do MST, explica que o custo de produção de orgânicos pode ser maior, mas, no geral, os valores se equiparam. “O que se tem é uma apropriação comercial do mercado dos orgânicos. O capitalismo utiliza esse mote, de ser alimento diferenciado, para ter taxa de lucro mais alta”, explicou. Ele destaca que a posição do Movimento é de buscar se relacionar diretamente com o consumidor para que esses alimentos cheguem a valores inclusive abaixo do valor convencional. “Não nos interessa produzir alimento de qualidade, saudável e vender só para a classe dominante, e o conjunto da classe trabalhadora continuar comprando veneno”, disse.

 

Zavaski destacou ainda que a luta do MST contra os agrotóxicos está relacionada à disputa pelo modelo de agricultura existente hoje. Ele explica que o agronegócio exclui o trabalhador do campo não só pela concentração de terra, mas também pelo modelo tecnológico. “É uma forma de libertar o agricultor também das grandes corporações, porque não é só a tecnologia, ela vem com o veneno, as sementes transgênicas, híbridas, geneticamente modificadas e que só atingem o seu potencial produtivos através dos adubos químicos e dos agrotóxicos”, acrescentou.

Médicos populares participam da Feira da Reforma Agrária

Entendendo que alimentar-se é um ato político e intrínseco à saúde, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares participa, no próximo domingo (25), da Feira Nacional da Reforma Agrária. A médica sanitarista, Ellen Rodrigues, e o médico de família, Thiago Henrique, ambos integrantes da entidade, participam, às 10 horas, do seminário “As conquistas do SUS e seus desafios” para discutir as demandas do sistema público de saúde e os avanços que ainda são necessários para entender a relação da saúde com os alimentos que vão para as mesas dos brasileiros. O debate contará também com a presença do secretário municipal de Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha.

 

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