VACINA RUSSA CONTRA A COVID-19 APRESENTA RESULTADOS POSITIVOS E COMEÇA A SER PRODUZIDA EM SETEMBRO


A Rússia acelerou os processos para aprovação da vacina contra a covid-19 e já anunciou que em setembro começa a produzir o produto de forma industrial. A vice-primeira-ministra da Rússia, Tatiana Golikova, já havia confirmado na semana passada que a primeira vacina contra Covid-19 em desenvolvimento no país seria produzida a partir de setembro de 2020. Nesta segunda-feira (3/8), o Ministério da Defesa da Rússia revelou que o último exame de controle realizado em voluntários, foi positivo e comprovou a eficácia da vacina. Os russos já estão preparando a documentação para registrar o produto e anunciaram que os primeiros a receberem a vacina serão os médicos e os professores.


A previsão é de que a vacinação em massa ocorra em outubro. Na quarta-feira passada (29/7), o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou durante coletiva que o governo da Rússia procurou o governo de São Paulo para possível parceria na produção da vacina.


VALIDAÇÃO DAS VACINAS

O processo para a validação de uma vacina obedece várias etapas e segue uma série de protocolos, o que garante a segurança em relação à sua eficácia e também possibilita análises e estudos sobre eventuais efeitos colaterais aos usuários. Todo processo para a validar a vacina contra a caxumba, por exemplo, levou quatro anos. E esse foi o processo mais rápido já registrado no mundo para licenciar uma vacina e depois distribuí-la à população. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para se fazer um ensaio clínico no Brasil, é preciso da aprovação do Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Os voluntários são recrutados pelos centros de pesquisas.


Antes de começar os testes em voluntários, a imunização passa por diversas fases de experimentação pré-clinica (em laboratório e com cobaias). Os testes em seres humanos (fase clínica) só iniciam após a existência de garantias de que o produto é seguro e eficaz.


1ª fase - Avaliação preliminar da segurança do imunizante,feita com voluntários adultos saudáveis que são monitorados de perto (grupo reduzido) É neste momento que se entende qual é o tipo de resposta que o imunizante produz no corpo. Ela é aplicada em dezenas de participantes do experimento. 2ª fase - na segunda fase, o estudo clínico é ampliado e conta com centenas de voluntários. A vacina é administrada a pessoas com características (como idade e saúde física) semelhantes àquelas para as quais a nova vacina é destinada. Nessa fase é avaliada a segurança da vacina, imunogenicidade (ou a capacidade da proteção), a dosagem e como deve ser administrada. 3ª fase - ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Além disso, feita para prever eventos adversos e garantir a durabilidade da proteção. Apenas depois desta fase é que se pode fazer um registro sanitário.

rodapé ed.png