PROTESTOS NOS EUA COLOCAM PENTÁGONO EM ALERTA E EXÉRCITO VAI PARA AS RUAS PARA CONTER OS DISTÚRBIOS


De acordo com o jornal Dailymail, após o assassinato de George Floyd e dos distúrbios e protestos em Minneapolis e em diversas outras cidades dos EUA, o Pentágono ordenou que o Exército controle a situação no país, com o deslocamento de unidades da polícia militar e soldados de Fort Bragg, na Carolina do Norte, e Fort Drum, de Nova York, para conter as manifestações. As ordens de preparação foram enviadas verbalmente na sexta-feira, depois que o presidente Donald Trump pediu ao secretário de Defesa Mark Esper opções militares para ajudar a conter a agitação em Minneapolis, depois que os protestos começaram a ter saques e incêndios criminosos. De acordo com a imprensa norte-americana, foram registrados protestos em pelo menos 30 cidades, neste sábado (30/5).


Oakland, as autoridade estimam que mais de sete mil pessoas tenham participado das manifestações, que resultaram em prisões, vandalismo, roubos, incêndios e ataques a policiais. Já em Nova York, a situação foi mais tranquila, apenas com registros de prisões.


Portland, no Oregon, a prefeitura declarou estado de emergência, com toque de recolher até as 10h (horário de Brasília) de sábado, retomado a partir da meia-noite até as 10h de domingo. Manifestantes seguravam tochas e cartazes com a frase 'eu não consigo respirar', dita por George Floyd antes de morrer.


Phoenix, no Arizona, os manifestantes promoveram inúmeros atos de vandalismo. Já em Houston, no Texas, foram registradas cerca de 200 prisões, grande parte motivada pela obstrução de vias, além de quatro policiais feridos e oito veículos parcialmente destruídos.

Dallas, o prefeito Eric Johnson apoiou as manifestações, a maior parte delas pacífica.


Minneapolis, na cidade onde George Floyd foi morto, a polícia precisou de reforços para tentar conter os distúrbios. Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, a Guarda Nacional de Minnesota foi chamada, mobilizando cerca de 2,5 mil soldados.. Em Ohio, a Polícia declarou "uma emergência".


Washington DC, os protestos se estenderam pela madrugada, inclusive em frente à Casa Branca, residência oficial do presidente Donald Trump. Diversos manifestantes foram contidos por barreiras montadas por agentes do Serviço Secreto.


Atlanta, na Geórgia, vidro quebrado e tijolos foram deixados para trás depois de uma noite e uma madrugada de violência. Durante os protestos de sexta-feira (29), os manifestantes protestaram em frente à sede da CNN, que fica na cidade, e quebraram vidros do prédio. Um repórter da emissora chegou a ser preso na cobertura dos eventos.


Denver, no Colorado, a polícia usou objetos com pimenta para dispersar os manifestantes. O prefeito da cidade, Michael Hancock, chamou os protestos de cenas "desnecessárias, sem sentido e destrutivas".


Los Angeles, na Califórnia, entre 400 e 500 pessoas foram presas durante os protestos de sexta-feira (30) à noite, segundo o porta-voz do Departamento de Polícia de Los Angeles, Josh Rubenstein.

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