PROGRAMA "TIMELINE" DA RÁDIO GAÚCHA ENTREVISTA O EX-PRESIDENTE LULA, AMANHÃ (9/7), A PARTIR DAS 10H


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa do programa Timeline, na Rádio Gaúcha, amanhã, quinta-feira (7/7), a partir das 10 horas. O conjunto de informações publicadas pela imprensa, desde o final de 2019, sobre a atuação de Sérgio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, demonstram o uso político da Operação Lava Jato. Recentemente, Moro admitiu, durante entrevista concedida à Globonews, que o depoimento de Lula na Lava Jato foi tomado num "ringue" de boxe. A afirmação demonstra explicitamente a imparcialidade de Moro no exercício das suas funções como juiz, colocando sob suspeita não apenas sua atuação, como toda a Operação Lava Jato.


O ex-presidente terá a oportunidade de se manifestar sobre o caso, durante a entrevista no programa Timeline. O próprio Lula já anunciou a suspeita sobre Moro e a turma de Curitiba. O que era uma suspeita, agora está comprovado pelo próprio Sérgio Moro. Ou seja, o ex-juiz, que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva numa sentença questionada pelos maiores juristas do Brasil e do mundo, admitiu que não agiu com isenção e tampouco com imparcialidade exigidos para a função que ocupava.


A suspeição em torno da atuação de Moro na Operação foi abordada pelo próprio procurador federal e coordenador da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, em uma entrevista concedida ao site UOL. Ele afirmou que, analisando como se deu a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi "ruim" o ex-juiz ter aceitado o convite do presidente para fazer parte do governo.


Cabe lembrar que a saia justa em torna da Lava Jato não é nenhuma novidade novidade. O constrangimento vem desde que o site The Intercept Brasil publicou as mensagens divulgadas por um hacker, contendo diálogos entre os procuradores e integrantes da Lava Jato, entre eles Deltan, com o então juiz Sérgio Moro. A afirmação do procurador faz parte das argumentações atabalhoadas que ele tem dado à imprensa desde a publicação dos diálogos inescrupulosos interceptados por um hacker e parece ter se agravado com a recente matéria da Agência Pública, em que revela a participação do FBI nas ações da Operação Lava Jato.


Diante de tantas evidências sobre o uso político da Lava Jato e da interferência da Operação nos destinos do Brasil, a maior incógnita será a forma como os jornalistas vão abordar os fatos. Será uma boa oportunidade para o exercício do jornalismo ou para referendar a posição política do grupo RBS e sua histórica falsa imparcialidade.

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PAULO TIMM NA VALE DO MAMPITUBA WEB RÁDIO - DAS 8H ÀS 10H

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