PRESSIONADO POR BOLSONARO, MINISTRO DA SAÚDE PEDE DEMISSÃO POR DISCORDAR DO USO DE CLORAQUINA

A sexta-feira (15/5) foi marcada pelo pedido de demissão do ministro da Saúde Nelson Teich e pelo número assustador de óbitos por Covid-19, que cresce a cada dia no Brasil, e já contabiliza um total de 14.817 vítimas fatais e 218.223 casos confirmados da doença. Este é o segundo ministro da Saúde que deixa o governo Bolsonaro em função da interferência direta do presidente em assuntos técnicos. Teich deixou o cargo menos de 30 dias após ter assumido (no dia 17 de abril) a pasta. Em seu discurso de despedida, ele agradeceu o presidente Bolsonaro pela oportunidade que recebeu.


Apesar de não ter mencionado os motivos que o levaram a pedir demissão, a imprensa de norte a sul do país divulgou a contrariedade do presidente com Nelson Teich, em função do então ministro não ter sido favorável ao uso indiscriminado da cloroquina, em pacientes com o Covid-19. Após o presidente Bolsonaro ter tentado impor mudanças no protocolo de uso da substância para tratamento dos pacientes com coronavírus, Teich não concordou e afirmou que não mancharia sua biografia por conta da cloroquina.

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