PRESOS POLÍTICOS ACUSAM EX-CORONEL ATTILA ROHRSETZER POR TORTURAS COMETIDAS NA DITADURA MILITAR


O site OPERA MUNDI publicou nesta sexta-feira (2/4) uma reportagem, assinada por Janaina Cesar, com depoimentos das vítimas das torturas praticadas pelo ex-coronel Attila Rohrsetzerna, durante a ditadura militar. Rohrsetzer está sendo julgado em caso envolvendo a morte e desaparecimento do cidadão ítalo-argentino Lorenzo Viñas, em Uruguaiana (RS), em 1980.


Viñas era um militante do movimento Montoneros que lutava contra a ditadura civil-militar argentina comandada pelo general Jorge Rafael Videla. O desaparecimento ocorreu anos depois das torturas descritas na reportagem do Opera Mundi. Rohrsetzer esteve por 11 anos no comando da Divisão Central de Informações do Rio Grande do Sul, até 1983, quando pediu demissão do cargo. O ex-coronel pode ser condenado à prisão perpétua na Itália, que julga se ex-militar participou do desaparecimento de cidadão do país durante Operação Condor.


Um dos depoimentos publicados na reportagem é o de João Carlos Bona Garcia, que morreu em decorrência da covid-19, em Porto Alegre, no dia 12 de março, aos 74 anos. Bona, como era carinhosamente chamado pelos amigos, foi preso no início de 1970 e foi libertado em 1971, em troca do embaixador suíço no Brasil, sequestrado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).


A entrevista concedida ao Opera Mundi foi realizada em janeiro de 2020. Bona Garcia iria depor como testemunha do Ministério Público italiano em audiência que aconteceu dia 26 de março em uma corte romana. A próxima sessão do julgamento está marcada para 26 de outubro, data em que será emitida a sentença do caso. Na foto, da esquerda para a direita (de cima para baixo): Jorge Eduardo Saavedra Durão, Vera Saavedra Durão, Ignez Maria Serpa Ramminger, Fernando Pimentel, Bona Garcia (já falecido) e Antônio Pinheiro Salles.


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