POLÍTICAS AMBIENTAIS DE BOLSONARO GERAM PROTESTOS MUNDIAIS E ENTIDADES ORGANIZAM BOICOTE AO BRASIL


A imagem do Brasil perante o mundo piora a cada dia. Um levantamento feito pelo Instituto Pesquisa Amazônia (Ipam) e pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA) aponta que a Amazônia tem 23% de floresta em terras públicas, não destinadas, registradas ilegalmente como propriedades privadas, de acordo com reportagem de Elida Oliveira, do G1. Além de números, dados e percentuais que caminham na contramão da proteção ao meio ambiente, o Brasil está sendo julgado pela comunidade mundial em função das políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro, que tem promovido a desregulamentação de áreas, provocando um aumento do desmatamento ambiental no país. A cada dia, aumentam as críticas às políticas ambientais do Brasil, o que representa riscos à economia do país, em função da redução dos investimentos internacionais.

No final do texto, o leitor pode conferir a lista de entidades dispostas a boicotar o Brasil, em função das políticas do governo Bolsonaro e o descaso com o meio ambiente.


Na segunda-feira (22/6), 29 instituições financeiras publicaram uma carta-manifesto, denunciando o Estado brasileiro pelo fato de “impor uma política de desmantelamento das medidas de proteção das áreas de preservação ambiental e de defesa dos direitos das populações indígenas, o que leva a uma falta de condições para os negócios e o investimento no país”. O documento também cita especificamente o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, como responsável pelas políticas de devastação ambiental do governo brasileiro, e lembra das suas declarações na reunião ministerial do dia 22 de abril, quando ele defendeu aproveitar a cobertura midiática sobre a pandemia para “passar a boiada”, em referência às medidas de desregulação da legislação ambiental do país.

Informações coletadas no estudo “Terra sem lei na terra de ninguém: as florestas públicas não destinadas na Amazônia brasileira”, publicado no periódico “Land Use Policy”, da Elsevier, apontam para a grave situação das áreas de florestas no país. O percentual encontrado pelos pesquisadores representa 11,6 milhões de hectares de florestas públicas que foram “subtraídas” ao longo de 21 anos. No total, a Amazônia tem 49,8 milhões de hectares de florestas sem destinação. Florestas em terras públicas não destinadas são áreas que não foram vendidas regularmente ou delimitadas como unidade de conservação, área quilombola ou terras indígenas, por exemplo, mas pertencem ao poder público. Um outro estudo, desenvolvido pela organização Mapbiomas, concluiu que 99% do desmatamento que ocorreu em 2019 foi ilegal. De acordo com os pesquisadores, mais de 60% da área desmatada está na Amazônia, com 770 mil hectares devastados.


Entidades de países da União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos, e assegura que defenderão o boicote ao Brasil, caso as atuais políticas de Salles e Bolsonaro sejam continuadas: 1. Storebrand Asset Management 2. KLP 3. Gjensidige

4. Sparebank 1 Forsikring 5. MP Pension 6. Nordea Asset Management 7. AP Pension 8. SEB Investment Management 9. AP2 Second Swedish National Pension Fund 10. AP4 Fourth Swedish National Pension Fund 11. Handelsbanken Asset Management 12. Robeco 13. ACTIAM 14. NN Investment Partners 15. A.s.r. 16. Church Commissioners for England 17. LGPS Central 18. Legal and General Investment Management 19. Brunel Pension Partnership 20. Border to Coast Pensions Partnership 21. BlueBay Asset Management 22. Surrey Pension Fund 23. Northern LGPS 24. Comgest 25. IndeptAM 26. Domini Impact Investment 27. Pax World Funds 28. Sumitomo Mitsui Trust Asset Management 29. Fram Capital


Com informações do Mídia Ninja e da Fórum

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