NO DIA DA POSSE DO NOVO REITOR DA UFRGS, ESTUDANTES FAZEM PROTESTO CONTRA BOLSONARO E BULHÕES


Enquanto Carlos Bulhões tomava posse em uma cerimônia discreta e silenciosa, estudantes, professores, funcionários e representantes de entidades ligadas à educação faziam mais um protesto contra a nomeação do reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no final da manhã desta segunda-feira (21/9), em Porto Alegre. Contrários à indicação do presidente Jair Bolsonaro, que não respeitou o resultado das eleições internas e indicou a chapa que ficou em terceiro lugar, lideranças do movimento estudantil, membros do Diretório Central de Estudantes (DCE) e dos diretórios e centros acadêmicos da universidade realizaram uma manifestação junto ao prédio da Reitoria. O www.esqunademocratica.com acompanhou o protesto contra a nomeação de Carlos Bulhões para o cargo de reitor da UFRGS, com transmissões ao vivo pela sua página no facebook (veja abaixo).


Durante o protesto, os estudantes entonavam gritos de ordem: “Não, não à intervenção, eles querem ditadura, a gente quer educação”, “Mas que vergonha, que vergonha deve ser, precisar do Bibo Nunes pra poder se eleger”, “Alô Bulhões, interventor, aqui na UFRGS tu não pode ser reitor”, entre outros. Na sequência os estudantes deram início a uma plenária para definir os rumos do movimento e garantir oposição sistemática ao novo reitor. Nos próximos dias, as entidades estudantis se reunirão para definir os próximos passos do movimento que pretende aprofundar a mobilização contra a intervenção por toda a universidade.


O site da UFRGS publicou uma nota informando que o professor Carlos André Bulhões foi empossado no cargo de reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para o período de 2020 a 2024. que a posse do novo reitor foi realizada na manhã desta segunda-feira, enquanto o protesto dos estudantes acontecia no Campus Central. O termo de posse da nova vice-reitora, professora Patricia Pranke, será efetivado no dia 29 de setembro, conforme orientação do Ministério da Educação.


FORA BULHÕES

AO VIVO DA REITORIA