MULHERES ATRAVESSADAS NA GARGANTA

por Juçara Gaspar (*)


Foi no dia 11 de outubro de 2020 que elas se reuniram todas em mim. Um dia antes do meu aniversário de 42. Acordei animada, alonguei na cama, expandi o corpo, encolhi, repeti três vezes esses movimentos, fiz exercícios de respiração, espreguicei. Fazia tempo que não sentia essa sensação de planejar ainda na cama, como seria a logística da tarde de trabalho e na sequência viver uma noite de teatro, uma noite em cena, uma estreia. Mais uma vez me vieram à lembrança, as últimas produções que participei ou idealizei, com equipe e elenco numerosas, com várias artistas e técnicas de Porto Alegre, agora tendo de aprender - criar como um ato solitário, buscando auxílio da família. Nesse contexto pandêmico, outra alegria que amanheceu comigo nesse dia era a possibilidade de ver a Lara Coletti 1 , que vinha à tardinha para afinar a técnica junto com meu filho Ariel Gaspar 2 (O Ariel participou de todo o processo, ensaios e apresentação). Faziam sete meses que não via minha comadre, minha irmã de vida e de Cia. O café da manhã foi diferente, me sentia disposta, cheia de ideias.


Arrumei uma mochila de roupas para o Francisco 3 e um lanche para a tarde, para que fosse com o Lu 4 para acasa da/o avó/ô. No último ensaio que havíamos feito, comprovamos que seria difícil fazer a apresentação, em plano sequência, ao vivo, com uma criança de três anos em casa - com os três adultos envolvidos num trabalho que não poderia ter interrupções (foi transmitido pelo canal da Cia Dramática 5 no Youtube).


Quando assisti ao trabalho completo, sozinha, dias depois da estreia, não consegui entender como havia conseguido aquele resultado. Resolvi refazer meus próprios passos, exercício que se tornou cotidiano no meu isolamento, sempre interrompido e retomado, por algum afazer doméstico, pelas demandas com os filhos, com o companheiro, comigo mesma, nesse voltar a si, fazer faxina em gavetas, reler textos e roteiros, tentar desvendar anotações feitas no calor dos ensaios, dizer textos antigos ou poemas perdidos, mentalmente, nas noites insones da pandemia. Escolher lembrar.


Como um filme que retorna ao princípio, me veio agora aqui, enquanto escrevo, o quanto 2020 começou eufórico, com a possibilidade de uma terceira turnê internacional com a Frida 6; da trabalheira boa de fevereiro, com três projetos no Festival Porto Verão Alegre 7; da alegria com temporada marcada para junho no Espaço Parlapatões em SP, com equipe amorosa na produção, já trabalhando em material de divulgação; lembro do último encontro de março com uma turma de mulheres artistas, no dia 9 de março, celebrando a luta feminista no teatro do Sul, pela quarta vez consecutiva como convidada da Semana Da Mulher do Teatro de Arena 8, rodeada pelas artistas incríveis da Cia de Mulheres 9. Uma semana depois estávamos trancades em casa recebendo os cancelamentos de todas as datas, shows, temporadas. Aqui no nosso reino isolado somos uma mulher (42), dois homens (52 e 22) e uma criança (4), convivendo no campo doméstico, recriando possibilidade de interagir e se apoiar. Lembro de me sentir perdida e confusa, como a maior parte da classe artística, no início da pandemia do Covid-19. Lembro de ter me ocupado pensando formas de sobreviver economicamente, junto com meu companheiro, Luciano Alves, que também vive do seu trabalho artístico. Para agravar a situação, meu filho Ariel foi demitido em abril.


A incerteza, o medo, a impotência frente às decisões do presidente-fake, estavam me angustiando já de forma patológica, além disso os números terríveis de infectades, a energia de morte no ar. Me sentia esgotada de energia. Aqui lembro a leitora que pare nessa frase, por um minuto e sinta sua respiração. Isso, só respire e curta como é bom respirar. Outros dias-respiro na contabilidade e calendário dessa quarentena que dura onze meses, foi buscar e assistir pela WEB, as experiências e tentativas de fazer teatro-virtual. Nesse flash de memória lembro de outra mulher atravessada na minha pandemia. Numa dessas noites, tentando buscar referências para uma possível tomada de coragem de fazer algo, assisti “Em Companhia”, com a Renata Sorrah lendo passagens de textos que havia interpretado durante sua vida no teatro. Tudo muito simples: uma mesa, folhas sobre ela com o texto impresso, câmera parada.


Foi no domingo dia 5 de julho às 21h30, ao vivo pelo #EmcasacomSesc. A Sorrah me fez revirar caixas, pastas e gavetas, reler textos e roteiros de peças nas quais estive no elenco. Pude me perder em lembranças, cheiros, parcerias, trabalho duro. Também notei que de algumas personagens ainda lembrava o texto completo, com uma ou outra dúvida, mas improvisando o sentido. Percebi que essas mulheres permaneceram e florescem suas raízes através dos meus veios. Insistiram porque ainda tem muito a dizer.


No decorrer dos meses de isolamento participei de lives-show com o Luciano, cantando canções trilhas de nossos trabalhos juntes. Também mediei aulas de teatro e feminismos, pelo Coletivo Feminista de Porto Alegre e pela Teia Ecofeminista, produzida pela Pandora - Coletivo Ecofeminista. Dei aula para servidores da rede pública de educação da Prefeitura de Esteio e pela própria Cia Dramática na semana de aniversário da Frida, no projeto Para Percorrer Frida Kahlo , que reuniu pesquisadoras de várias áreas que têm em comum uma investigação afetiva sobre a obra de Frida Kahlo. Mas sempre que pensava em fazer teatro, achava frustrante demais. Acabava sempre tonta com o avanço do vírus, as mortes sem controle no Brasil, os números da violência contra mulheres e crianças, nos mostrando que nós lutamos contra duas pandemias. Isoladas com agressores, estupradores e molestadores somos presas fáceis para o feminicídio que chega a índices alarmantes. Os ataques são múltiplos e chegam por toda parte, nossa grande floresta arde em chamas, dizimando fauna, flora e povos originários, também o Pantanal está sendo atacado por latifundiários e multinacionais, enquanto a fome volta a assolar grande parte da população.


Não temos a real dimensão das perdas que o atual governo brasileiro tem financiado, mas sabemos que algumas são irreparáveis. Mais uma vez cito a Brígida, em carta que escreveu para a Luciana Lyra, lida por ela durante uma aula “há uma guerra contra tudo que é feminino, a terra, a natureza, a mulher”. Podemos acrescentar ainda a essa lista a arte, atacada em seu rizoma ativo, sua gente, trabalhadoras e trabalhadores que se encontram sem perspectivas profissionais, encarando a ausência de políticas públicas eficazes. Estamos sobrevivendo da caridade das famílias e amigues, de verbas públicas que não sanam nem a questão alimentícia e editais que excluem quem não tem habilidade digital.


Eu ainda não havia pensado em fazer teatro pela internet, mas juntando essas várias pistas, com algumas anotações que encontrei relendo peças e a possibilidade de receber um modesto, mas necessitado cachê, me fez arriscar. Foi na primeira semana de julho a prefeitura de Porto Alegre lançou o edital Fac Emergencial das Artes. Juntei todas essas pistas em um projeto que não fazia ideia de como seria posto em prática. Tinha a certeza de que queria fazer ao vivo, com hora marcada, como no teatro e que precisaria de apoio de todo mundo aqui de casa para poder cumprir o cronograma, caso fosse aprovada. O título veio de uma entrevista feita comigo para o Jornal Brasil de Fato, pela jornalista Fabiana Reinholz 10.


Parafraseando Eduardo Galeano, há mulheres atravessadas na garganta, peito, ventre, pálpebras de Juçara. Mulheres que gritam e que não se calam. Mulheres fortes, livres, sofridas, históricas, anônimas.

Seus amores, dores, a violência cotidiana, o silêncio perpetuado, que quando grita, liberta.



Mulheres atravessadas na garganta foi contemplado em sétimo lugar entre 32 premiadas/os. O resultado saiu no dia 13 de agosto e após os trâmites e documentações oficiais, no início de setembro é que pude confirmar o dia 11 de outubro para a apresentação de contrapartida ao edital, com a coordenação de artes cênicas do município de Porto Alegre. Após a confirmação, fiz um cronograma do mês de produção, em meio a demanda doméstica e os estudos do mestrado. O cronograma começava com a releitura das obras e adaptação dos textos, além de ensaios sozinha e ensaios com o Luciano e o Ariel. Meu filho já havia feito transmissão ao vivo e trabalhado no programa de streaming que decidimos utilizar. Contar com o seu conhecimento e a serenidade com a qual resolve esses assuntos digitais foram muito significativos. O Lu ficou responsável pela captação e manipulação da câmera. Também busquei a parceria na criação do material gráfico de uma amiga de longa data, que já trabalhou conosco em Frida e Mulheragem. Manuela Paiva Ellon criou as artes sobre uma foto que me orientou fazer de mim mesma. A selfie encomendada e tratada por Manu, foi utilizada em todo material de divulgação.


Na primeira semana reorganizei o texto, adaptei a dramaturgia, revisei, li, cortei mais coisas, adicionei outras que não estavam na primeira versão e fui imprimir numa lan house perto de casa. Na segunda semana trabalhei em decorar as falas e achar o tom de cada uma. Passava o texto fazendo o almoço, ou enquanto tomava banho. Meu tempo mais livre para a concentração é a noite, quando o Pancho dorme. Nesse horário, porém, não posso fazer barulho, projetar a voz como gostaria, Eram ensaios cochichados, na sacada do apartamento.


Na terceira semana resolvi organizar a sala da casa já montando e deixando para uso os objetos cênicos que ficam guardados, ou recolhidos, como o cavalete de pintura e a cadeira de rodas da Frida. As duas tentativas de ensaio sozinha com texto não deram certo. Em uma delas Pancho estava muito agitado e mesmo estando em companhia do mano no quarto, aparecia no meio do texto e começava a pular na cama do irmão (o mais velho dorme na sala). Na outra oportunidade que tive de ensaiar sozinha, ele acompanhou o ensaio todo, não quis ficar com o pai, ficou quietinho, mas no meio do texto da Frida, desandou a chorar emocionado e não pude mais continuar. Acalentei ele dizendo que era tudo imaginação, que não era de verdade, que era teatro. Então tive uma conversa com o Lu e perguntei da possibilidade de irem passar um dia na mãe dele para que eu pudesse realmente imergir no processo.


Foi no domingo, dia 27 de setembro, que foram passar o dia na vovó/ô para que eu começasse trabalhar as cenas curtas. Encontrei no plano mítico da imaginação com três delas, Ana Terra, Sarah Kane e Tianta da Birmania. Optei por marcar esse primeiro encontro com as três que fazia mais tempo que não vivia. Impressionante sentir as mãos da Ana Terra repetindo uma partitura revisitada quinze anos depois, totalmente com outro conceito. Na concepção do diretor João Ubiratan Vieira, a atuação de imagens fortes e os silêncios daqueles rincões da obra do Veríssimo, onde as mulheres tinham pouca fala. Na obra dirigida por Bira ele seguiu a narrativa em terceira pessoa. Quem conta sobre a Ana é um narrador onisciente onipresente. Relendo o romance, pude perceber novamente que ela é o princípio e o fim, convergente de todos os episódios principais do Continente I. Ou eles chegaram nela, ou seguiram a partir dela. Ela é tão forte no enredo que a conheci primeiro por um livreto separado, com o título Ana Terra. Selecionei falas do narrador e adaptei para a boca de Ana, fiz um recorte profundo que coubesse em 7 minutos, tempo médio que estipulei para cada uma das cenas. Tanto na cena da Ana quanto da Sarah Kane e da Violeta, optei por não trazer os fatos mais dolorosos de suas biografias. Não falo do estupro coletivo que Ana Terra sofreu até perder os sentidos, não falo que seu pai manda os irmãos assassinarem Pedro Missioneiro, quando descobrem sua gravidez. Da Sarah Kane, optei por fazer o monólogo de Crave, ao invés do texto que eu fiz em 2014, um texto suicida de Psicose 4:48. Em Violeta, extraí a história sobre Rosita Clara e a cena com Canción para La nina muerta. Busquei pontuar várias fortalezas femininas em redenção, em combate, em diálogo.


Sinto que esse processo dramatúrgico significa muito que eu precisava desses recortes, já que eles nasceram de mim, em contrapartida dei de presente para cada uma delas também, estarem presentes nessa cena curta, de cabeça erguida, não as queria estupradas ou partidas pela morte de uma filha. Da mesma forma, selecionei o texto final da Frida onde ela conjura a revolução! Optei por mostrá-las radiantes em suas histórias, donas de suas narrativas, vivas e valentes. No dia 4 de outubro fizemos nosso primeiro ensaio geral, com o Lu reuni a trilha que consistia em um vento para a cena da Ana Terra, a trilha de piano da Tianta 11 e a canção La Vida Nunca Fue Fácil de Tragar, versão composta e gravada 12 pelo Luciano em abril de 2016. Tivemos a preocupação de trabalhar com trilha original porque estavam acontecendo problemas de lives serem derrubadas pelo sistema do youtube por questões de direitos autorais. Colocamos meu note no quarto do Pancho com um filme que ele escolheu e um pote de pipoca, deixamos a porta aberta e avisamos que se precisasse podia vir falar com a gente e começamos a empurrar a cama para o outro lado e liberar móveis que não estariam em cena, montamos a luz que eu havia testado no dia 27 e fizemos uma passagem onde parávamos entre cada cena para dialogar sobre a transição. Foi nesse dia que conversamos e perguntamos para o Pancho se ele gostaria de ir na vovó no domingo com o papai e já fomos procurando alguém para substituir o Lu na câmera. Foi quando a Lara se ofereceu e só topamos porque além de precisar muito de uma presença como a dela, estamos todes isolades desde março, a casa das vovós/ôs é o único lugar que frequentamos. Fizemos mais um ensaio no dia 10 de outubro com duas passadas completas, tentando fazer corrido sem pausas.


Eram 15h da tarde, quando comecei a função. sozinha, como uma mãe que pressente o parto. Quis eu mesma colocar cada coisa em seu lugar, cada luminária, cada elemento, enquanto já dizia o texto e fazia exercícios de voz e respiração, todas que auxiliassem as contrações nos meus sentidos. Às 18h minha nora Djessica 13 fez minha maquiagem e passamos para ela como seria a operação do som, eu e Ariel repassamos a contrarregragem de objetos de cena e ele fez a montagem do equipamento de transmissão com microfone, câmera e note. Eram 19h quando a Lara chegou. Chegou carregada de coisas para auxiliar na cenografia, algumas conseguimos utilizar como as plantas, outras nem tivemos tempo de testar - como uma luminária maior (acabou ficando na entrada da casa, dentro da sacola). Ela deixou o meu afilhado, Romã, aos cuidados do pai e veio me amparar em mais essa. Ela é muito conhecedora tanto do meio teatral, da criação, quanto do meu modo de trabalhar e logo se apropriou da manipulação da câmera e da ideia geral. Foi presença e segurança, além do olhar acolhedor tão necessário na hora de auxiliar no parir de uma filha. No caso filhas. Elas são as que se escolheram imaginar comigo novamente. Mulheres atravessadas no imaginário que queremos. Quem pariu quem? Mulheres mães-artistas que em algum lugar zelam por nós, as filhas que tecem as conexões entre o antes e o agora. Corpo oferenda da artista, que se movimenta e transmuta conforme cada voz pronunciada, apoio de artista-doula, que segura, acolhe e zela.


Começamos às 21h em ponto e teve duração de 41 minutos. Foi um transe, um emaranhar-se ainda mais nas vozes de cada uma. Um evocar de mulheres antigas, de tambor que acorda aldeia de revirar minhas próprias entranhas. Recebi elas em casa, na intimidade que cabe num encontro de comadres, co-mães, que se acolhem e visitam, atenuando laços, compondo redes, me fazendo conhecer outras mulheres, me permitindo ser um bando, uma matilha de lobas sempre uivantes. Fazer do corpo um vetor onde compõe toda sorte de biografias reveladas, um corpo casa, um corpo ofertado para combater apagamentos históricos. Presença e protagonismo da nossa existência neste mundo, desde quando ele foi criado.


(*) Juçara Gaspar é atriz e professora de teatro.


referências:


1- Lara é cenógrafa, artista plástica, co-fundadora da Cia Dramática, idealizadora e proprietária da Respira e Brinca (brinquedos de madeira), dinda do Francisco, meu segundo filho e mãe do Romã, do qual também sou dinda. Somos amigas desde a adolescência.

2- O Ariel Gaspar é meu filho, do meu primeiro casamento. Tem 22 anos, é pisciano de 05 de março de 98. Fez técnico em Informática no Ensino Médio e trabalhava numa loja de brinquedos até ser demitido em abril, junto com 70% da equipe, consequência da Pandemia.

3- Francisco Gaspar Alves, o Pancho, é meu segundo filho, tem 3 anos, sagitariano de 09 de dezembro de 2016.

4- Luciano José Alves é meu companheiro desde 2007. Compartilhamos a vida e o trabalho, tendo desenvolvido 4 parcerias de criação artística, duas pela Cia Dramática. É músico, compositor, com três álbuns autorais, além do trabalho com trilhas para teatro e a pesquisa musical sobre Bob Dylan, iniciada em 2008.

5- A Cia Dramática foi criada por mim, Lara e Lu, em 2009, junto com a estreia de Frida Kahlo, à Revolução!

6- Frida kahlo, À Revolução estreou em outubro de 2009 no Teatro de Câmara Túlio Piva de Porto Alegre, segue em cartaz, tendo cumprido diversas turnês pelo interior do Estado, pelo Sesc, além de duas internacionais, no México, em 2015, através de um Edital federal e na Argentina, em 2017, para o Festival Internacional Del Teatro, percorrendo cinco Províncias.

7- A Cia Dramática participou pela oitava vez do Festival Porto Verão Alegre, com Frida (que está no Festival desde 2012); Mulheragem (em cartaz pelo segundo ano consecutivo), além dos trabalhos da Dramática, eu e Lu produzimos a estreia do show-musical Memória Musical Especial Bob Dylan, com todas as sessões lotadas.

8- A primeira vez que estivemos na Semana Da Mulher do Arena, foi em 2016, com Frida. Em 2017 convidaram Frida, mas propus mostrar outro trabalho e sugeri Mulheragem, que estreou lá. Em 2018, fiz uma performance chamada Miss Tempestade e em 2020, Cia de Mulheres.

9- Cia de Mulheres nasceu no Cuidado Que Mancha - CQM, com mães artistas, numa provocação feita por Vika Schabbach e Raquel Grabauska, apoiada por Katia Bressane, outra mãe artista-fotógrafa. Uma sequência de pesquisas de mulheres de várias áreas das artes performáticas. Fizemos duas edições no teatrinho do CQM, na primavera de 2019 e a terceira edição na Semana Da Mulher do Arena, no dia 09 de março de 2020.

10- Para acessar a entrevista completa, clica no linkhttps://www.brasildefato.com.br/2020/02/06/frida-violeta-parra-e-mulheres-anonimas-ganham-vida-no-corpo-da-atriz-jucara-gaspar

11- Utilizei uma base de piano gravada pelo amigo músico Thiago Heinrich na época do Cabaré do Ivo, para minha cena, em 2012. A base é inspirada na canção Chocante, de Eduardo Duzsek.

12- A versão que usamos no espetáculo da Frida é em português. é a única canção em português na trilha da montagem. Essa versão em espanhol foi trabalhada pelo Lu e nunca havia sido utilizada. Agora coube perfeitamente na cena curta de Mulheres Atravessadas.

13- Quando o Lu disse que iria com Pancho pro sítio mas que não poderia deixá-lo lá e voltar, seus pais são idoses eu não quis pedir direto para a Lara, pensando que ela tem o Romã de 1 ano. Então falei com minha nora, Ophelia Batory, que é maquiadora, que também se mantém em isolamento. Ela e Lara,f oram de extrema importância para que tudo fluísse da maneira que aconteceu.


Referências

Roteiro:

Ana Terra - Érico Veríssimo


Crave (monólogo) - Sarah Kane


Tianta, A Maga da Birmânia - Ivo Bender


Volver A Violeta - Excertos de cartas, canções e autobiografia de Violeta Parra, organizado por Juçara Gaspar e faz parte da montagem Mulheragem.


Frida Kahlo - Excertos do texto da peça Frida Kahlo, à Revolução! organizado por Juçara Gaspar tendo como base a correspondência da pintora mexicana.


MIRANDA, Maria Brígida de. Teatros Feministas Na Ilha Das Bruxas: Memórias E “Herstory” De Práticas Teatrais Feministas Em Florianópolis - Fazendo Gênero nº11. 2017 Teatro Feminista: Da Pesquisa À Sala De Aula.


LYRA, Luciana. Louise em dois tempos: estratégias brasileiras feministas de criação teatral em fluxo de resistência. Urdimento, Florianópolis, v.3, n.33, p. 196-213, dez. 2018


Frida, Violeta Parra e mulheres anônimas ganham vida no corpo da atriz Juçara Gaspar Em entrevista ao Brasil de Fato RS, a artista gaúcha fala sobre seu processo criativo e a luta feminista. Fabiana Reinholz - Brasil de Fato | Porto Alegre | 06 de Fevereiro de 2020 às 10:42

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