MORADORES DA VILA CRUZEIRO EM PORTO ALEGRE ACUSAM BRIGADA MILITAR M PELA MORTE DE MULHER


A tarde desta terça-feira (8/12) foi tumultuada para os moradores da Vila Cruzeiro, na zona sul da capital gaúcha, após uma ação da Brigada Militar que resultou na morte morte de Jane Beatriz Machado da Silva, servidora da Guarda Municipal de Porto Alegre. A morte de Jane, uma mulher negra, feminista e ligada aos movimentos sociais, gerou protesto de vizinhos e moradores da região, que bloquearam ruas e incendiaram um veículo.


De acordo com matéria do Balanço Geral, da TV Record, a BM realizava uma operação relacionada ao tráfico de drogas. Durante a ação, um dos PMs teria empurrado Jane, que teria caído de uma escada, batido a cabeça, o que causou sua morte. Vizinhos afirmaram à imprensa que Jane não tinha qualquer ligação com o crime.


VERSÕES DIFERENTES Em nota, a Brigada Militar informou que a moradora teve um mal súbito e que a BM foi chamada para socorre-la, pois o Samu havia sido chamado, mas estava demorando para chegar ao local. Segundo a BM, ela chegou a ser levada ao Postão da Cruzeiro, mas não resistiu. A Brigada Militar considerou a manifestação pacífica e afirma que não houve confronto.


PELOTÃO DE CHOQUE Durante o protesto, os moradores levantaram uma faixa com os dizeres: "assassino fardado" e "luto". O pelotão de Choque da Brigada dispersou os manifestantes com bombas de gás e balas de borracha. As vereadoras negras recém-eleitas Laura Sito (PT) e Karen Santos (PSOL) e Bruna Rodrigues (PCdoB), o vereador Matheus Gomes (PSOL), além do também vereador eleito Leonel Radde (PT) cobraram explicações da Brigada Militar e uma investigação mais detalhada sobre o fato.