MINISTRO PAULO GUEDES E A SEQUÊNCIA DE MANIFESTAÇÕES DESASTROSAS E PRECONCEITUOSAS


O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (12/2) que é bom o dólar estar alto porque, antes, “todo mundo” estava indo para a Disney, inclusive “empregada doméstica”. A declaração preconceituosa repercutiu negativamente de norte a sul do Brasil e é mais uma manifestação desastrosa dos integrantes do governo Bolsonaro. Na semana passada, Guedes também virou notícia após comparar servidores públicos a “parasitas”.

O insulto do ministro foi rebatido pela deputada federal e ex-governadora do Rio, Benedita da Silva (PT-RJ), que já trabalhou como empregada doméstica. “Respeite as trabalhadoras domésticas, ministro. E se elas estão indo para a Disney e os filhos delas para a universidade foi porque os governos do PT possibilitaram esse acesso que o seu governo racista e preconceituoso vem destruindo", escreveu Benedita pelo Twitter.


A declaração de Guedes gerou constrangimento aos participantes do Seminário de Abertura do Ano Legislativo da Revista Voto e logo se espalhou pelas redes sociais. “O câmbio não está nervoso, (o câmbio) mudou. Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, argumentou o ministro, enquanto o dólar batia um novo recorde (o quinto pregão seguido em alta) e fechava em R$ 4,35, uma alta de 0,55%.


Guedes bem que tentou se antecipar a repercussão negativa da sua declaração. “Antes que falem: ‘Ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia’. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo está indo para a Disneylândia, até as classes sociais mais… Todo mundo tem que ir para a Disneylândia conhecer um dia, mas não três, quatro vezes por ano. Porque com dólar a R$ 1,80 tinha gente indo quatro vezes por ano”, reformulou o ministro. Para o ministro da Economia, a alta do dólar aliada aos juros baixos é positiva para aumentar as exportações.

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