FACEBOOK DERRUBA CONTAS LIGADAS AO GABINETE DO ÓDIO E ATINGE EM CHEIO REDE DE FAKE NEWS DE BOLSONARO


A rede de fake news instituída pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, chamado popularmente pelos seus opositores de gabinete do ódio, sofreu um dos maiores golpes desde a sua eleição. Nesta quarta-feira (8/7), o Facebook removeu contas e páginas de um grupo com alcance de 1,8 milhão de seguidores. A rede teria servido para espalhar mensagens de desinformação por assessores do presidente Jair Bolsonaro e de dois dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Existem contas também relacionadas a funcionários dos deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes (PSL-RJ). De acordo com o Facebook, o esquema funcionava desde as eleições de 2018 e as contas serviam para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores. Também foram removidas 38 contas do Instagram, todas envolvidas com irregularidades. No total, segundo a empresa Digital Forensic Research Lab (DRFLab), especializada no combate à desinformação, a rede alcançava uma audiência de 2 milhões de pessoas.


O DRFLab apontou que o assessor especial da presidência da República, Tércio Arnaud Thomaz, é um dos responsáveis de pela administração de algumas páginas, como a “Bolsonaro Opressor 2.0”. no Facebook; e a @bolsonaronewsss. no Instagram. “Muitas páginas do conjunto foram dedicadas à publicação de memes e conteúdo pró-Bolsonaro enquanto atacavam rivais políticos. Uma dessas páginas foi a página do Instagram @bolsonaronewsss. A página é anônima, mas as informações de registro encontradas no código fonte confirmam que pertence ao Tercio Arnaud. O conteúdo era enganoso em muitos casos, empregando uma mistura de meias-verdades para chegar a conclusões falsas”, diz o relatório do DRFLab. Paulo Eduardo Lopes, o Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro, é visto pelo DRFLab como "um dos principais operadores de rede”. Os pesquisadores não encontraram dados suficientemente conclusivos sobre indícios de participação de assessores de Flávio Bolsonaro no esquema. 


Segundo a companhia de Mark Zuckerberg, foram encontrados vínculos com as equipes de assessores, no entanto, houve esforços para disfarçar quem estava trás da rede. O chefe da política de segurança cibernética do Facebook, Nathaniel Gleicher, afirmou que não há evidências de que os próprios políticos tenham administrado os perfis em questão, mas funcionários desses gabinetes apresentaram este comportamento. No Twitter, Gleicher afirmou que as operações ocorreram em países como Brasil, Estados Unidos e Ucrânia. Nos EUA, foram suspendidas redes de desinformação relacionadas ao presidente americano Donald Trump.

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