ESTUDO DIZ QUE PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA FRACASSOU EM 58 PAÍSES E SERVIÇOS ACABARAM SENDO REESTATIZADOS


O site Et Urbs Magna publicou matéria sobre um estudo do Instituto Transnacional da Holanda (TNI), realizado entre 2000 e 2017, com cerca de 1.600 municípios de 58 países e que levaram os mesmos a reestatizar serviços públicos básicos, entre eles o de fornecimento de água e de ampliação de redes de esgoto. Foram ao menos 835 remunicipalizações e 49 nacionalizações, sendo que mais de 80% ocorreram a partir de 2009, informou o RBA.


As principais razões para a reestatização foram a colocação do interesse do lucro acima do interesse das comunidades, o não cumprimento dos contratos, das metas de investimentos, da expansão e da universalização, principalmente das áreas periféricas e mais carentes e os aumentos abusivos de tarifas.


O estudo detalha experiências de diversas cidades que recorreram a privatizações de seus sistemas de água e saneamento nas últimas décadas, mas decidiram voltar atrás – a lista inclui metrópoles como Atlanta, Berlim, Paris, Budapeste, Buenos Aires e La Paz. Em 2018, o portal Pragmatismo Político escreveu: “A privatização da água fracassou ao excluir bilhões e multiplicar desastres ambientais, porém, prossegue movida por oligarquia global cuja soberba ameaça o planeta“.

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