DEBATE SOBRE OS DEZ ANOS DE ATIVIDADES DO IFRS TERÁ A PRESENÇA DE TARSO GENRO E DE HENRIQUE PAIM


O movimento IF em Luta do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) promove um debate sobre os seus dez anos de atuação, nesta quinta-feira (30/7), a partir das 16h30min, com a presença de dois ex-ministros da Educação, Tarso Genro e Henrique Paim, que farão a abertura do Fórum de Discussões. A Identidade dos IFs será o tema do debate que terá a presença de Claudia Shiedeck (IFRS), Edmundo Aguiar (IFRJ), Wilson Conciani (IFB) e Eliezer Pacheco (ex-secretário da SETEC).


A atividade é organizada pelo IF em Luta e será transmitida pelo facebook.com/institutofederalemluta/live.


O movimento IF em Luta nasceu em outubro de 2016 em oposição à PEC241. Apontada pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) como sua principal medida no campo econômico, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do teto dos gastos públicos foi aprovada em sua última votação no Senado no dia 13 de dezembro de 2016.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) é uma instituição federal de ensino público e gratuito que se propõe a fornecer ensino humanizado, crítico e cidadão. Oferece cursos gratuitos em 16 municípios do Rio Grande do Sul. São cursos de nível médio (técnicos que podem ser cursados de forma integrada, concomitante e subsequente ao Ensino Médio), superiores (de graduação e pós-graduação) e de extensão. Criado em 29 de dezembro de 2008, pela lei 11.892, que instituiu, no total, 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Por força de lei, o IFRS é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Goza de prerrogativas com autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-científica e disciplinar. Pertence à Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

HISTÓRIA DO IFRS

Em sua criação, o IFRS se estruturou a partir da união de três autarquias federais: o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Bento Gonçalves, a Escola Agrotécnica Federal de Sertão e a Escola Técnica Federal de Canoas. Logo após, incorporaram-se ao instituto dois estabelecimentos vinculados a Universidades Federais: a Escola Técnica Federal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e o Colégio Técnico Industrial Prof. Mário Alquati, de Rio Grande. No decorrer do processo, foram federalizadas unidades de ensino técnico nos municípios de Farroupilha, Feliz e Ibirubá e criados os campi de Caxias do Sul, Erechim, Osório e Restinga. Estas instituições hoje fazem parte do IFRS na condição de campi.

As unidades do Instituto são: Campus Alvorada, Campus Bento Gonçalves, Campus Canoas, Campus Caxias do Sul, Campus Erechim, Campus Farroupilha, Campus Feliz, Campus Ibirubá, Campus Osório, Campus Porto Alegre, Campus Restinga (Porto Alegre), Campus Rio Grande, Campus Rolante, Campus Sertão, Campus Vacaria, Campus Veranópolis e Campus Viamão. A Reitoria está localizada no município de Bento Gonçalves.

No total, são cerca de 27 mil alunos, 200 cursos, aproximadamente 1.150 professores e 990 técnicos-administrativos. Conforme dados divulgados em dezembro de 2018, pelo Ministério da Educação (MEC), o IFRS possui conceito 4 (quatro) no Índice Geral de Cursos (IGC), em uma escala crescente que vai até cinco. O indicador refere-se à avaliação do ano de 2017. A missão da instituição é “Ofertar educação profissional, científica e tecnológica, inclusiva, pública, gratuita e de qualidade, promovendo a formação integral de cidadãos para enfrentar e superar desigualdades sociais, econômicas, culturais e ambientais, garantindo a Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e em consonância com potencialidades e vocações territoriais”.

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