APOIADORES DE BOLSONARO ATACAM PRÉDIO DO STF COM FOGOS DE ARTIFÍCIO E AMEAÇAM MAGISTRADOS EM VÍDEO


O ataque ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de sábado (13/6), em Brasília, protagonizado pelo grupo "300 Brasil", gerou indignação aos magistrados e diversas manifestações de repúdio por parte de entidades e de autoridades públicas brasileiras. Por volta de 21h30min, integrantes do grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro apontaram fogos de artifício para o Supremo Tribunal Federal (STF) e gravaram vídeos para distribuir nas redes sociais, com os ataques e com ameaças aos ministros e ao governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). A atitude foi uma reação à ação da Polícia Militar do DF, por ter desmontado o acampamento do grupo, junto à Esplanada dos Ministérios, na tarde do sábado.


Em um vídeo que ganhou as redes sociais, um manifestante berra palavras contra os ministros do Supremo e diz que os fogos lançados em direção ao prédio do STF é um recado. “Se prepare, Supremo dos bandidos. Aqui é o povo que manda nessa nação”. “Olha aí, seus bandidos, Supremo dos infernos”. “É o povo, seus comunistas vendidos, bandidos…Ta entendendo o recado?”, grita com os fogos estourando ao fundo. O vídeo não mostra a quantidade de pessoas que se apresenta como “o povo”, mas é possível perceber um movimento pequeno em volta do prédio do Judiciário, em Brasília.

O acampamento que foi desmontado tinha como líder a ativista Sara Winter, investigada no âmbito do inquérito das fake news do STF e foi alvo de mandado de busca e apreensão em operação da Polícia Federal no final de maio. Ela teve celular e computador apreendidos pela corporação.


Após a ação do governo do Distrito Federal para desmobilizar acampamentos de grupos bolsonaristas na Esplanada dos Ministérios, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, esteve no local neste domingo (14/6) para prestar solidariedade àqueles que ainda permaneciam no local. Sem máscara, de uso obrigatório segundo as normas locais, Weintraub conversou com um grupo de 20 pessoas ao lado do Ministério da Agricultura, onde apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estavam acampados havia mais de mês. Na conversa divulgada nas redes sociais, Weintraub aborda diversos temas. "Já falei a minha opinião, o que faria com esses vagabundos", afirmou ao comentar o inconformismo de um dos interlocutores ao dizer que paga impostos para os "corruptos" roubarem. O grupo reage com aplausos e frases como "Weintraub tem razão".


Cerca de 50 pessoas estiveram na praça no meio da manhã, em pequenos grupos dispersos. Fizeram orações e entoaram palavras de ordem em apoio ao presidente.


PRISÃO POR CALÚNIA E INJÚRIA

O apoiador do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), Renan Sena foi detido pela Polícia Civil na tarde deste domingo (14), mas no final da noite já havia sido liberado. O homem, que é ex-funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foi levado à delegacia pelos crimes de calúnia e injúria, após divulgar vídeo com ofensas contra autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional e o governador Ibaneis Rocha(MDB).


DECISÃO DE FUX DESAGRADOU BOLSONARO

Na sexta-feira (12/6), uma decisão do ministro Luiz Fux, em ação ajuizada pelo PDT, irritou o presidente Jair Bolsonaro, que soltou uma nota coassinada pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo. Luiz Fux decidiu que as Forças Armadas não é um poder moderador. O ministro delimitou, na decisão, a interpretação da Constituição e da lei que disciplina as Forças Armadas para esclarecer que elas não permitem a intervenção do Exército sobre o Legislativo, o Judiciário ou o Executivo nem dão aos militares a atribuição de poder moderador. Horas depois, Bolsonaro divulgou nota afirmando que as Forças Armadas “não cumprem ordens absurdas” e não aceitam tentativas de tomada de poder decorrentes de “julgamentos políticos”.


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