MULTIDÃO TOMA AS RUAS DE PARIS E DE 70 CIDADES FRANCESAS EM PROTESTO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA


De acordo com a Confederação Geral do Trabalho (CGT) francesa, mais de 1,5 milhão de pessoas foram às ruas de Paris e de outras 70 cidades da França para protestarem contra a Reforma da Previdência, proposta pelo governo de Emmanuel Macron. Manifestações foram registradas nas principais cidades do país como Marselha, Toulouse, Bordeaux, Grenoble e Paris e os sindicatos dos ferroviários, dos trabalhadores autônomos do transporte e do transporte aéreo anunciaram que continuarão em greve até a próxima segunda-feira (09/12).

No total, foram realizados mais de 200 manifestações em todo o país, com a adesão de diversas categorias profissionais, policiais, advogados, aposentados, estudantes, professores, garis, além de trabalhadores do setor privado. Em Paris, os protestos foram marcadas por confrontos entre manifestantes e a polícia. Militantes radicais “black blocs”, que carregavam uma faixa com os dizeres “Marx ou crève” (Marx ou morte, em tradução livre), atacaram policiais. Para dispersar a multidão, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo, provocando muito tumulto na região. As autoridades francesas estavam preocupadas com a possibilidade dos protestos gerarem uma onda de violência. Para conter a multidão e garantir a segurança durante a passeata realizada em Paris, foram mobilizados cerca de seis mil policiais. Para evitar incidentes, diversos comerciantes fecharam seus estabelecimentos.

Em Paris, os ônibus praticamente não circulam e ao menos 11 das 14 linhas do metrô seguem fechadas. Cerca de 80% dos trens foram cancelados em todo o país. A greve e as manifestações também atingiram o setor aéreo, resultando no cancelamento de 20% dos voos de curta e média distância. A estimativa é de que quase 50% dos professores tenham aderido à paralisação no país.


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