INTERCEPT RESPONDE A PROCURADORA MONIQUE CHEKER NO TWITTER: “VAMOS MOSTRAR COMO CHECAMOS SEU NOME”


1/15 Em nota enviada a um site, e não ao @TheInterceptBr, a procuradora @MoniqueCheker diz que não reconhece como suas as mensagens publicadas na reportagem mais recente da #VazaJato. Para que não haja dúvidas, vamos mostrar como checamos seu nome.

2/15 Nesse caso (como em outros), buscamos em outras conversas do arquivo da #VazaJato as evidências sobre a identidade de uma pessoa. No caso de @MoniqueCheker, recorremos ao chat privado dela com @deltanmd. Em 9 de setembro do ano passado eles travaram o seguinte diálogo:

3/15 Deltan – 00:17:33 – Mo, como faço a citação do artigo? Preciso dos dados da obra em que estará inserido. Vc me passa ou indica nome se estiver já online? (Diálogo continua no próximo tweet)

4/15 Monique – 01:10:06 – Pela ABNT, faça a citação e coloque a informação “no prelo” após o nome do autor. (Diálogo continua no próximo tweet)

5/15 Monique – 01:11:50 – O nome da coletânea será “Desafios contemporâneos do Sistema Acusatório”

6/15 Uma simples busca pelo nome do livro citado a Deltan por Monique nos levou ao site da Amazon.

7/15 A pré-visualização da livraria online permite acessar o índice do livro. Nele, consta o nome de @MoniqueCheker (e de nenhuma outra Monique, apenas ela), confirmando o que ela disse a @deltanmd. Monique é Monique.

8/15 Mas isso não nos satisfez. Consultamos também a base de dados do portal de transparência do@MPF_PGR para checar quantas Moniques havia no período no quadro de membros ativos do MPF:http://www.transparencia.mpf.mp.br/conteudo/gestao-de-pessoas/quadro-de-membros/ativo/2018/quadro-de-

9/15 O link se refere aos membros ativos em novembro de 2018, quando houve a conversa. Uma simples busca nominal nele revela que existe apenas uma procuradora chamada Monique no grupo:@MoniqueCheker.

10/15 Mas e se a Monique que participa do grupo BD fosse uma procuradora aposentada? Para excluir essa possibilidade, consultamos também a base de membros inativos do @MPF_PGR em novembro de 2018:http://www.transparencia.mpf.mp.br/conteudo/gestao-de-pessoas/quadro-de-membros/inativo/2018/quadro-de-membros_2018_Novembro.pdf …

11/15 Qual o resultado? Nenhuma procuradora aposentada nas datas se chamava Monique. Concluímos, assim, acima de dúvida razoável, como gostam de dizer os juízes, que a Monique que aparece no grupo BD é @MoniqueCheker.

12/15 Também encontramos em informações públicas o nome de um parente muito próximo de Monique, citado por ela nos chats privados. Não diremos de quem se trata para não expor uma pessoa que não é pública, mas isso foi útil para a confirmação da identidade da procuradora.

13/15 Mas e os diálogos? Ah, sim: jamais editamos o CONTEÚDO das mensagens, que são publicadas inclusive com eventuais erros de digitação cometidos pelos participantes das conversas.

14/15 Os nomes dos destinatários aparecem no arquivo como estão originalmente nos chats e, muitas vezes, estão sem sobrenome. Por isso, eventualmente é necessário investigar o sobrenome correto e acrescentá-lo – como no caso de @MoniqueCheker, que aparece apenas como “Monique”.

15/15 Quando erramos, assumimos o erro. Dissemos inicialmente que @MoniqueCheker trabalha atualmente em São Paulo, mas erramos: ela trabalha no Rio de Janeiro. A correção deste erro (uma informação que não está nos chats e não é crucial para a reportagem) está indicada no texto.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/intercept-responde-a-procuradora-monique-cheker-no-twitter-vamos-mostrar-como-checamos-seu-nome/?fbclid=IwAR0JJgCxX3d5XtSXjRmOOir1-cXbMFRetGqOJwq2BoP9apvQ7-583E9oy-s


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