GOVERNO TRUMP ELOGIA POSTURA DE BOLSONARO SOBRE O ‘MAIS MÉDICOS’


Ogoverno dos Estados Unidos elogiou nesta quinta-feira, 15/11, a postura crítica do presidente eleito Jair Bolsonaro sobre o programa Mais Médicos, implementado com a Organização Pan-americana de Saúde (OPS) e Cuba, o que motivou o cancelamento da participação dos profissionais de saúde cubanos. “Que bom ver o presidente eleito Bolsonaro insistir em que os médicos cubanos no Brasil recebam seu justo salário ao invés de deixar que Cuba leve a maior parte para os cofres do regime”, escreveu no Twitter Kimberly Breier, a principal funcionária do Departamento de Estado dos EUA para a América Latina. O presidente eleito pretendia submeter os médicos cubanos a um “teste de capacidade”, pagar o salário integral aos profissionais e permitir a vinda de suas famílias para o Brasil. “Em torno de 70% do salário destes médicos é confiscado pela ditadura cubana. E outra coisa, que é uma falta de respeito com os que recebem tratamento por parte destes cubanos: não temos qualquer comprovação de que sejam efetivamente médicos e estejam aptos a desempenhar sua função”, declarou Bolsonaro na quarta-feira.

Em resposta, Havana anunciou que irá abandonar o programa brasileiro – do qual participa desde a sua criação, em 2013, devido a declarações do presidente eleito, que anunciou mudanças no programa a partir de 1º de janeiro, quando tomará posse. Nesta quinta, um grupo de 196 médicos retornou para Cuba após três anos de trabalho no Brasil – os primeiros após o anúncio de Havana de sair do programa Mais Médicos. “O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim o comunicou à diretora da OPS e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa”, diz um comunicado oficial de Cuba.

Segundo informou a jornalista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo de hoje, 16/11, "a eventual paralisação do programa Mais Médicos e o congelamento dos gastos federais na atenção básica de saúde no Brasil, com o teto de gastos, podem atingir até 50 mil pessoas que, sem a assistência necessária, morreriam precocemente, antes dos 70 anos". O levantamento foi feito pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), pelo Imperial College, da Inglaterra, e pela Universidade Stanford, dos Estados Unidos, que simularam diversos cenários da saúde pública no Brasil. "A maioria desses óbitos serão nas áreas mais pobres, aquelas que hoje são cobertas pelos doutores cubanos [que pertencem ao programa Mais Médicos]", afirma o professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia Davide Rasella, um dos autores do estudo.


0 visualização

PAULO TIMM NA VALE DO MAMPITUBA WEB RÁDIO - DAS 8H ÀS 10H

rodapé ed.png