CUT E CTB ADEREM AO MOVIMENTO DOS CAMINHONEIROS E PEDEM REDUÇÃO DO PREÇO DO GÁS DE COZINHA


Protestos e bloqueios de rodovias de norte a sul do Brasil entram no quarto dia e país pode entrar em colapso, em função do desabastecimento. Já não há mais gasolina nos postos, a frota de ônibus das grandes cidades começa a parar, vôos estão sendo cancelados e existe previsão inclusive de falta de alimentos.

A situação deve se agravar ainda mais, pois os caminhoneiros não aceitaram a proposta do governo, de congelar por 15 dias o preço do óleo diesel, pois reivindicam a suspensão imediata do PIS/Cofins que incide sobre o óleo diesel.

O movimento tende a crescer, tendo inclusive apoio da CUT e da CTB, que participam de um ato para cobrar redução do preço do gás de cozinha, hoje à tarde, em frente à sede da Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo. Petroleiros da Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), decidiram aderir ao movimento e paralisaram suas atividades por oito horas.

MULTA DE R$ 1 MIL POR HORA

Também parece não ter causado efeito algum a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), publicada às 7h33min de hoje (24/5), que acolheu em parte o pedido de liminar da União, estabelecendo multa de R$ 1 mil por hora para caminhoneiros que obstruírem rodovias federais no Rio Grande do Sul ou que cometerem qualquer ato de violência. A decisão do TRF4 tem como base o fato de que motoristas estão sendo obrigados a aderirem à paralisação (não respeitando o direito de liberdade) e há registros de conflitos esparsos.

CUT E CTB

Representantes de centrais manifestaram apoio à greve dos caminhoneiros, por seu caráter de defesa de uma nova política de preços para a Petrobras. Na tarde desta quinta-feira (24), está prevista uma manifestação diante da sede da empresa em São Paulo, “A população precisa apoiar este movimento que não é somente contra o reajuste dos combustíveis, é contra a privatização da Petrobras. O governo está utilizando esses aumentos para defender a venda da estatal”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas. "O Brasil tem de extrair o petróleo e refinar aqui, como era feito antes desse governo. Só assim conseguiremos baratear os combustíveis", acrescenta.

De acordo com Freitas, atualmente 25% do produto é importado e ainda há uma previsão de privatizar quatro refinarias. "Com isso, milhares de empregos serão perdidos aqui enquanto fora do país são gerados novos postos de trabalho. A paralisação dos caminhoneiros é um movimento legítimo diante da política de um governo ilegítimo. Os aumentos nos preços dos combustíveis torna inviável o sustento do profissional, pois o valor da frete não cobre os reajustes. Além disso, os constantes aumentos têm reflexos nos preços de outros produtos importantes no consumo diário, como gás e pão", afirmou Vagner Freitas.

A CTB também considera justo o movimento. "O pleito corresponde também aos interesses majoritários da sociedade. A nova política de preços para o diesel, a gasolina e outros derivados do petróleo, estabelecida pela direção da Petrobras em meados do ano passado, é particularmente danosa para os caminhoneiros, mas prejudica também os agricultores, outros ramos da economia e os consumidores em geral", argumenta Adilson Araújo, presidente da CTB, acrescentando que "o mesmo raciocínio se aplica ao gás de cozinha, hoje inacessível para milhões de brasileiros, forçados a usar o fogão a lenha, com notórios prejuízos para a saúde e o meio ambiente."

GREVE DOS PETROLEIROS DE BETIM

Os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), decidiram se unir ao movimento nacional dos caminhoneiros contra o aumento dos combustíveis e, em assembleia realizada no início da manhã desta quinta-feira (24), decidiram paralisar as atividades da unidade por um período de oito horas.

REDUÇÃO DO PIS/COFINS

José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), afirmou que as manifestações dos motoristas autônomos devem ser suspensas no período da tarde, desde que o projeto que prevê zerar até o fim de 2018 o PIS/Cofins que incide sobre o óleo diesel seja aprovado pelo Senado.


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