A RESISTÊNCIA PELA ARTE ENFRENTA OS RETROCESSOS DO FASCISMO


A direita brasileira é atrasada, reacionária, fascista e preconceituosa. O falso moralismo que fez a classe média bater panela e apoiar o golpe é repugnante. Incriminaram Dilma Rousseff pelas pedaladas fiscais, mas são omissos, covardes e coniventes diante da corrupção comprovada de Temer e sua quadrilha. A manifestação pelo fechamento da exposição Queermuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira, do Santander Cultural de Porto Alegre, é mais uma demonstração do potencial de ataque da direita para impor sua ideologia e se apropriar do estado.

O vídeo do Mídia Ninja mostra a truculência da Brigada Militar durante manifestação em frente ao prédio do Santander, em Porto Alegre. De um lado ficaram os que defendem a exposição. Do outro, aqueles que a denunciaram. Para evitar um confronto entre contrários e favoráveis à exposição, a Brigada Militar resolveu dispersar os manifestantes.

Militantes do MBL que estavam na Praça da Alfândega, onde fica o Santander Cultural, foram expulsos pelos manifestantes a favor da exposição. O youtuber do canal Mamãe Falei, Arthur do Val, afirmou ter sido agredido após fazer filmagens em meio aos manifestantes.

TRUCULÊNCIA E PARCIALIDADE

O fotógrafo Ricardo Stricher flagrou o tratamento vip concedido pela Brigada Militar aos integrantes do Movimento Brasil Livre. Além da proteção da tropa, os militantes do MBL deixaram o local em veículos da BM. A generosidade da BM para com os ativistas do MBL é de uma parcialidade preocupante e comprometedora. Utilizaram a força, spray de pimenta e cassetetes nos defensores da Queermuseu, dos movimentos sociais, partidos de esquerda, artistas, estudantes, integrantes de coletivos feministas e GLBTs e da imprensa.

IMPRENSA REPUDIA TRUCULÊNCIA DA BM

A Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert), o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (Sindjors) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) se manifestaram na quarta-feira, 13 de setembro, sobre a agressão sofrida pela jornalista Isadora Neumann, de Zero Hora foi atingida por gás de spray de pimenta durante a manifestação. O Sindjors repudiou a truculência da BM e a prisão do jornalista Douglas Freitas, detido enquanto registrava a manifestação. Outro caso lembrado pela entidade foi o da prisão do repórter do Jornal Já Matheus Chaparini, que foi levado ao presídio enquanto cobria ocupação de estudantes na Secretaria da Fazenda em Porto Alegre, no ano passado.


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