DONALD TRUMP É A SÍNTESE DOS NOVOS TEMPOS E SUA ELEIÇÃO É A VITÓRIA DA INTOLERÂNCIA E DOS RETROCESSO


Pior que a instabilidade econômica (tendência de queda das bolsas de valores e de desvalorização cambial da moeda americana), a eleição do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa a vitória da intolerância e dos retrocessos diante dos avanços dos direitos humanos e das liberdades sociais, em todo mundo. O pânico do mercado financeiro é uma reação às promessas realizadas durante a campanha presidencial. O novo presidente americano pretende erguer um muro na fronteira com o México, rever acordos internacionais e colocar um freio na globalização. Além de eleger Trump, os republicanos também fizeram maioria na Câmara e no Senado – o que indica que, se Hillary vencesse, teria muita dificuldade para governar. A eleição de Donald também atinge a credibilidade das pesquisas, que até ontem indicavam a vitória de Hillary, com 44% dos votos contra 39% para Trump.

FILME DE MICHAEL MOORE

SOBRE DONALD TRUMP

O filme, que leva o título de "Michael Moore in TrumpLand" e que se baseia em uma obra de teatro escrita pelo próprio Moore, foi exibido no IFC Center de Nova York, no mês passado, no dia 19 de outubro. A sinopse oficial do filme sustenta que o projeto é uma repetição da obra de teatro que Moore esperava ter realizado em Ohio. "Venham ver o filme que os republicanos de Ohio tentaram deter. O ganhador do Oscar Michael Moore entra diretamente em território hostil com seu espetáculo arriscado e hilariante, no coração da terra de Trump semanas antes das eleições de 2016", diz o texto sobre o filme distribuído à imprensa. Michael Moore publicou em seu perfil oficial no Twitter uma fotografia da sala de montagem do filme, acompanhado pela frase: "Há algo sendo cozido. Última noite na cozinha". Moore ganhou o Oscar de melhor documentário em 2003 por "Tiros em Columbine" e foi de novo candidato por "SiCKO" (2007), um relato que denunciava as fraturas do sistema sanitário americano. Em sua trajetória de obras de conteúdo controverso como "Capitalism: A Love Story" (2009) e "Where to Invade Next" (2015), destaca-se "Fahrenheit 11 de setembro" (2004), que se transformou no documentário mais bem-sucedido da história nos EUA com uma arrecadação nas salas de US$ 119,1 milhões.


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