AS VOZES DAS URNAS


A eleição de 2016 para prefeitos e vereadores demonstra uma queda brutal do Partido dos Trabalhadores (PT). O impacto da derrota do PT demonstra o estrago causado pelas sucessivas denúncias de corrupção e pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O cenário pós urnas é extremamente desfavorável ao maior partido de esquerda do país. Além disso, o PSOL surge cada vez mais forte como uma opção de esquerda, estando afastado da polarização entre coxinhas e petralhas, entre favoráveis ao impeachment e contrários ao golpe.

Não há como negar que a mídia exerceu uma forte influência na construção da imagem junto à opinião pública. Porém, mesmo havendo seletividade para criminalizar o PT e mesmo diante de uma imprensa parcial, não há o que justifique a corrupção. Diante de um cenário político adverso às conquistas sociais e propício aos retrocessos em relação aos direitos e às liberdades, é inevitável que se faça reflexões e indagações. Até que ponto a mídia golpista, o judiciário e os partidos de oposição buscam detratar o PT, sem que realmente tenha havido envolvimento sobre os fatos? A manipulação das informações e a seletividade por parte da Justiça isentam o partido de qualquer culpa?

Quanto mais notícias são veiculadas sobre os esquemas de corrupção supostamente comandados pelo PT, mais difícil tem sido sustentar a tese de que tudo é parte de uma sorrateira e ardilosa conspiração. Enquanto as ruas lutam pelo Fora Temer e por Cunha na prisão, o PT foi silenciado, de forma constrangedora, pelas vozes das urnas.


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