EM TEMPOS DE GOLPE, UMA JUSTA HOMENAGEM A ICO LISBÔA


O músico gaúcho Raul Ellwanger enviou um clip em homenagem a Ico Lisboa (Luiz Eurico Tejera Lisbôa), irmão do músico Nei Lisbôa, militante político brasileiro, preso pela ditadura militar em 1972 e desaparecido desde então. O caso foi investigado pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira. Ico iniciou sua militância no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Anos mais tarde passou a integrar o Partido Comunista Brasileiro, a VAR-Palmares e a Ação Libertadora Nacional. Em março de 1969, casou-se com Suzana Keniger Lisbôa e em outubro do mesmo ano, o inquérito policial-militar no qual tinha sido absolvido por unanimidade foi reaberto à revelia. Ico Lisbôa foi condenado a seis meses de prisão, o que levou o casal a optar pela clandestinidade. Esteve algum tempo em Cuba, retornando ao Brasil em 1971, na tentativa de reorganizar a ALN em Porto Alegre. Foi preso em circunstâncias desconhecidas em São Paulo, na primeira semana de setembro de 1972. A suposição é de que tenha morrido poucos dias depois, sob tortura, aos 24 anos de idade. Em junho de 1979, o Comitê Brasileiro pela Anistia conseguiu localizar o corpo de Ico, enterrado com o nome de Nelson Bueno, no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. Foi o primeiro dos desaparecidos políticos do período da ditadura militar a ser localizado.


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