IMPEACHMENT DESMORALIZADO, APÓS DENÚNCIAS DE "CAIXA DOIS" PAGOS PELA ODEBRECHT A TEMER, SE


Executivos da Odebrecht denunciaram a procuradores da força-tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR) que a construtora pagou R$ 23 milhões à campanha de Serra (PSDB) à presidência em 2010 – quase dez vezes mais que o valor declarado pelo tucano ao Tribunal Superior Eleitoral. As informações divulgadas nos últimos dias acertaram em cheio o presidente interino Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e José Serra (Relações Exteriores). Segundo reportagem da Folha de São Paulo deste domingo (7/8), os executivos da Odebrecht afirmaram que parte do dinheiro foi paga no Brasil e parte foi entregue por meio de depósitos em contas no exterior. De acordo com a matéria, a campanha do tucano teria recebido da empreiteira R$ 25,4 milhões – sendo R$ 23 milhões por meio de caixa 2. Em valores corrigidos pela inflação somam R$ 34,5 milhões. A empresa teria entregue R$ 10 milhões em dinheiro vivo a pedido de Michel Temer, em 2014. Padilha teria recebido R$ 4 milhões e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo pelo partido, outros R$ 6 milhões. Os valores teriam sido contabilizados no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, também conhecido como o “Departamento da Propina” da empreiteira.


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Jornalista Responsável - Alexandre Costa (mtb -7587)