O REI RETORNA AO GIGANTE PARA MAIS UM DESAFIO DE VIDA


O anúncio de Paulo Roberto Falcão como novo técnico do Internacional de Porto Alegre não deixa de ser uma aposta de alto risco. Falcão tem pouca experiência como técnico, apesar de ter duas passagens pelo clube, somando pouco mais de 70 jogos. A escolha não foi movida pelo seu currículo, ainda que tenha feito uma excelente campanha com o Sport Recife, no ano passado, chegando em sexto colocado no brasileirão. Vale lembrar também que na sua primeira fase como treinador, interrompida pela carreira de comentarista esportivo, realizou um bom trabalho como técnico da seleção brasileira, em 1991. Falcão passou por um período de reciclagem, após sua saída do Inter em 2013, naquela desastrosa derrota para o Penharol, em pleno Beira-Rio. Naquela sua passagem, Falcão deu oportunidade ao jovem Ricardo Goulart, que depois da sua saída do Beira-Rio, não foi aproveitado no Internacional. Transferido para o Cruzeiro, Goulart fez história. Ou seja, na minha modesta opinião, Falcão tem olhar apurado, é um treinador atualizado e seu trabalho é de muita qualidade. Digamos que a contratação de Falcão foi estratégica. Mano Menezes e Abel se negaram a abrir negociação, em função do relacionamento com o presidente Vitório Pífero. A contratação de Luxemburgo ou de Roth teria um impacto extremamente negativo junto aos torcedores. Por isso, Falcão, o eterno ídolo, caiu como uma luva. Quando era jogador, o 5 do Inter tinha a característica de jogar de cabeça erguida. Falcão é inteligente e parece disposto a aprender. Aprender? Sim! Isso significa ter menos ego e mais humildade. No Beira-Rio, ele está em casa. Falcão terá todo apoio da torcida, mas precisará obter resultados em campo. Do contrário, será apenas mais uma passagem relâmpago... Sem dúvida, em função da idade e do seu currículo, Falcão está diante de um dos maiores desafios da sua vida no mundo do futebol.


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