HISTÓRIA SEM FIM


A inauguração do Comitê Municipal de São Leopoldo, do PCdoB, no dia 22 de março, e que leva o nome do médico João Carlos Haas Sobrinho, tem um significado extremamente importante para a história do país. Cabe ressaltar que não se trata de uma notícia velha ou uma nota requentada, pois em março deste ano o golpe ainda estava sendo gestado.

A iniciativa de homenagear o militante assassinado pelo exército brasileiro, na ditadura militar, dando o seu nome à sede do PCdoB, na sua cidade natal, é repleta de simbolismos. Durante a inauguração do Comitê, o médico Bruno Mendonça Costa recordou a trajetória de João Carlos Haas Sobrinho, que foi presidente do Centro Acadêmico Leite, e se formou em Medicina, em 1964.

"Preso diversas vezes naquele ano, Haas saiu do Brasil, retornando pela Foz do Iguaçu em 1967. Quando retornou, foi diretamente para a região do Araguaia, participando da organização da guerrilha. João Carlos Haas Sobrinho foi assassinado pela ditadura em 1972", lembrou, afirmando que a família nunca conseguiu localizar o corpo. Um ano antes da sua morte, o médico Bruno Costa estava preparando sua transferência para o Araguaia quando foi preso, sendo torturado tanto no DOPS, em Porto Alegre; quanto na OBAN, em São Paulo.

Passados 44 anos da morte de Joâo Carlos Hass Sobrinho, estamos novamente na iminência de um golpe.

Na foto acima, o médico Bruno Mendonça Costa ao lado de Sônia, irmã de João Carlos, durante inauguração do Comitê Municipal do PCdoB, em São Leopoldo.


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Jornalista Responsável - Alexandre Costa (mtb -7587)