SINDICATO REPUDIA PRISÃO DE JORNALISTA DURANTE PROTESTO DOS ESTUDANTES


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS) manifesta seu repúdio em relação ao episódio ocorrido nesta quarta-feira, dia 15 de junho, que resultou na prisão do jornalista Matheus Chaparini, repórter do Jornal Já.

Para a entidade, a atitude da Brigada Militar, de aplicar força física sem antes tentar estabelecer diálogo, representa a postura do governo de virar as costas aos interesses da população.

A prisão de um jornalista durante o exercício profissional mostra o tratamento que é dispensado a quem busca, através de seu trabalho, informar a população, em uma tentativa de inibir a atuação da imprensa na cobertura e esclarecimento dos fatos.

O SINDJORS manifesta solidariedade ao jornalista Matheus Chaparini e a toda equipe do Jornal Já. A entidade se colocou à disposição do colega através da assessoria jurídica, que está prestando auxílio na tentativa de reverter a prisão.

Matheus Chaparini realizava a cobertura da ocupação de estudantes ao prédio da Secretaria Estadual da Fazenda quando a Brigada Militar interviu. Durante a ação, os policiais usaram spray de pimenta e força física para deter os manifestantes e retirá-los do local.

Mais de 40 pessoas foram detidas na ação. Inicialmente o grupo foi encaminhado ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). Lá permaneceram os menores de idade. Um grupo de dez pessoas com mais de 18 anos foi encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Porto Alegre, entre os quais Chaparini.

De lá, foram encaminhados ao Departamento Médico Legal (DML) para a realização da perícia. As dez pessoas foram indiciadas por corrupção de menores, organização criminosa, esbulho possessório, resistência à prisão, desacato de autoridades e dano qualificado ao patrimônio público.

Os homens foram encaminhados ao Presídio Central e as mulheres à Penitenciária Feminina Madre Pelletier. Mesmo Chaparini, que estava identificado como jornalista, foi preso.

A advogada Anna Luiza Marimon, do escritório jurídico que atende o Sindicato dos Jornalistas, acompanha o caso desde a tarde e protocolou o pedido de liberdade provisória do jornalista em conjunto aos demais presos.


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