MOVIMENTO DE PAIS DE ALUNOS DE ESCOLAS OCUPADAS PEDE SOLIDARIEDADE AOS ESTUDANTES


“O que essa meninada está fazendo, é história! Nós, pais, é que deveríamos estar lá ocupando as escolas e o secretário de educação deveria dar explicação de porque estas crianças, ao invés de cumprirem a rotina normal, têm de estar lá, fazendo esse exercício todo. Peço a vocês da mídia alternativa que ajudem na divulgação e nós convidamos os pais para visitarem as escolas dos seus filhos. Conheçam a estrutura e, principalmente, conheçam o que essas crianças estão fazendo. As escolas são pagas com nosso imposto e elas têm uma finalidade que preparar nossos filhos para ocupar um espaço na sociedade e ela não está mais cumprido isso. Nossa intenção é construir um grupo maior entre as escolas e os pais, um grupo de solidariedade aos estudantes”. O desabafo é de Cládi Wohlfahrt, pai de um aluno da Escola Paula Soares, localizada próximo ao Palácio Piratini, no centro de Porto Alegre. Preocupados com os filhos, com uma possível interferência da Brigada Militar, com o uso da força e da violência e falta de compreensão por parte da sociedade e dos próprios familiares dos estudantes, um grupo de pais convocou uma coletiva de imprensa, no início da tarde-feira, 31 de maio.

O objetivo é alertar a sociedade, a imprensa alternativa e principalmente os pais dos alunos das escolas ocupadas, para a luta que vem sendo travada por estudantes e professores para qualificar o ambiente escolar. “Nós estamos preocupados com a violência que já está ocorrendo e que pode aumentar. Os estudantes ocuparam as escolas para denunciar as péssimas condições das escolas públicas”, disse Adriana Lameirão, uma das mães que está disposta a ampliar a discussão com os pais, professores e com a sociedade.

Outra mãe, Evanir Pimenta, também alerta para a falta de segurança junto às escolas, em função dos inúmeros casos de assaltos. “Eu peço aos pais que conheçam as ocupações. As informações que chegam para os pais por meio da mídia é de que as ocupações são desorganizadas, que é uma baderna e que os alunos estão desocupados e que não têm interesse em educação. Dizem que é por isso que estariam apoiando a greve dos professores, apenas para não ter aula. Isso não é verdade. Os estudantes estão tendo um grande proveito, participam de oficinas e este movimento é uma luta deles pela qualidade do ensino”, avalia Evanir.


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