MORO COMETEU CRIME CONTRA DILMA E O ESTADO E COLOCA EM CHEQUE CREDIBILIDADE DA LAVA-JATO


Os aúdios distribuídos pelo juiz Sérgio Moro serviram para criar um ambiente ostil e de violência em todo paías. A iniciativa intempestiva de Moro coloca toda a operação Lava-jato em cheque. É evidente que o juiz não tem e nunca teve insenção e, assim sendo, não deveria e nem poderia atuar nesse processo. A liberação dos áudios e a forma como eles foram veiculados no Jornal Nacional demonstram o tamanho do comprometimento do juiz em relação à política. Ao analisarmos o conteúdo, se percebe que não há nada que possa incriminar Lula e Dilma. Por outro lado, a cada dia que passa e com o ingresso de novos elementos, fica evidente que existe uma espetacularização em relação aos fatos. Já não há como sustentar a isenção da imprensa, sendo a mesmaz um importante braço político da oposição.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, 17/3, que o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, não tinha competência para divulgar a gravação do diálogo entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a decisão de Moro que suspendeu o sigilo do áudio "não está amparada pela lei". Cardozo afirmou que, com o gesto, Moro cometeu crime contra Dilma e o Estado.

Cardozo considera que houve exageros na Lava Jato, como por exemplo a condução coercitiva contra Lula e a divulgação de áudios. "Todos estamos sujeitos a cometer erros", justificou. Segundo o ministro, se o termo de posse de Lula comentado no áudio fosse divulgado antes do grampo de Moro, não haveria "celeuma" em torno da nomeação do ex-presidente para a Casa Civil. cardozo negou que a ida de Lula para o governo seja para fugir da Justiça do Paraná. "Se fosse salvo conduto [o termo de posse], já teria feito antes", sustentou.

Cardozo convocou a coletiva para anunciar que a AGU foi à Justiça contra a decisão do juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara do Distrito Federal, que suspendeu a posse de Lula como ministro. Ele questionou ainda a imparcialidade do ministro, que já participou de manifestações contrárias ao governo e pediu "fora Dilma" no Facebook.

JULGAMENTO COMPROMETIDO

O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara do Distrito Federal, que nesta manhã concedeu liminar suspendendo a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, se manifestava nas redes sociais pedindo "fora Dilma" e postando foto dele em protestos em defesa do impeachment da presidente. Em uma das publicações, ele pede que Dilma seja derrubada com um argumento curioso: se ela caísse, o dólar também cairia e ficaria mais barato para ir a Miami ou Orlando, nos Estados Unidos. Em outro post, o juiz revelou seu voto no senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, com a mensagem: "missão cumprida".

O magistrado excluiu sua conta no Facebook nesta manhã e criou uma nova, mas as publicações foram registradas. A Advocacia Geral da União (AGU), comandada pelo ministro José Eduardo Cardozo, anunciou que irá recorrer da decisão sobre a suspensão da posse.

DILMA CRITICA AÇÕES DO JUIZ

A suspensão da posse do ex-presidente Lula ocorreu minutos após a cerimônia de posse do ex-presidente Lula ao Ministério, realizada pelo Palácio do Planalto, nesta manhã, que foi marcada pelo discurso da presidente Dilma, criticando as ações do juiz federal da Lava Jato, Sergio Moro.

"Eu tenho defendido e sempre defenderei a busca da verdade e os princípios necessários para construir cada vez mais uma sociedade, um país livre da corrupção. Isso não me fará recuar diante da exigência da mais absoluta apuracão dos fatos acontecidos ontem. Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, de métodos escusos, de práticas que violam os princípios e garantias constitucionais e abre precedentes gravíssimos. Os golpes começam assim", disse na cerimônia a presidente.

O juiz federal do TRF da 1ª Região apoia, publicamente, as ações do juiz Sergio Moro, em sua página no Facebook. Casado com uma funcionária pública da Secretaria Estadual de Saúde, Lídia Catta Preta, sua esposa também manifestou publicamente nas redes sociais que não concordava com a nomeação de Lula como ministro de Dilma, assinando, inclusive, um abaixo assinado contra a posse.


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