GAFE DOS PROMOTORES DO MP DE SP VIRALIZA NAS REDES SOCIAIS É MOTIVO DE CHACOTA EM TODO BRASIL


A credibilidade do Ministério Público de São Paulo desabou de vez. Após denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crime de ocultação de patrimônio, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro por causa da suposta compra de um triplex no Guarujá, no dia seguinte o MP de São Paulo pediu a prisão preventiva de Lula e de outras seis pessoas. Além das críticas em relação ao pedido de prisão do ex-presidente, por não ter base legal; a ação do MP de São Paulo virou motivo de chacota de norte a sul do Brasil. O texto apresentado pelos promotores traz uma daquelas gafes históricas: “...as atuais condutas do denunciado Luiz Inácio Lula da Silva, que outrora chegou a emocionar o país ao tomar posse como Presidente da República em janeiro de 2003 ('o primeiro torneiro mecânico' a fazê-lo de forma honrosa e democrática), certamente deixariam Marx e Hegel envergonhados."

Não demorou muito para o texto, com a troca entre os filósofos alemães, provocasse uma tempestade de piadas e críticas nas redes sociais. Em um dos comentários bem humorados surgiu, inclusive, uma foto de Marx já se disfarça para escapar do MP de São Paulo (foto abaixo).

Na sexta-feira (11/3), a BBC Brasil publicou uma matéria de Ricardo Senra, cujo título é “Promotor se irrita com a repercussão da confusão entre Hegel e Engels”.

Leia a matéria abaixo:

Promotor se irrita com repercussão

da confusão entre Hegel e Engels

Da BBC Brasil

'Vão caçar o que fazer', diz promotor sobre confusão entre Hegel e Engels

Por Ricardo Senra

"É claro que nós sabemos a diferença entre Engels e Hegel. Numa peça de 200 laudas, falando de crimes essenciais, vão preferir ficar discutindo a filosofia?"

Quem pergunta é o promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, um dos responsáveis pelo pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, nesta quinta-feira. Ele se refere à confusão, feita no pedido encaminhado ao tribunal, entre Friedrich Engels, coautor do Manifesto Comunista junto a Karl Marx, e Friedrich Hegel, filósofo morto em 1831, 17 anos antes da publicação doManifesto.

"Vão caçar o que fazer. Vão catar coquinho", continua o promotor estadual, questionado pela BBC Brasil sobre a repercussão em torno do erro presente na peça. "Isso é uma tolice, é um erro material que já foi verificado e será retificado. Tudo continua como está, não há qualquer gravidade nisso."

A polêmica foi além da citação filosófica e dos comentaristas de redes sociais.

Juristas e advogados como Carlos Sampaio, coordenador jurídico do PSDB, e Gilson Dipp, ex-ministro do STJ, criticaram a fundamentação técnica da peça jurídica, afirmando que “não é usual fazer a denúncia e pedir a prisão do investigado" e que as chances de Lula fugir do país são pequenas.

A BBC Brasil levou os questionamentos ao promotor do MP-SP. “São ilustres juristas especulando sem conhecer os nossos autos”, afirma Blat.

“Nós fizemos todos os pedidos com absoluta convicção de segurança. Entendemos que houve efetiva afronta ao principio da garantia da ordem pública com a incitação (no discurso feito por Lula após depoimento à Polícia Federal), que é totalmente diversa de manifestação política".


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Jornalista Responsável - Alexandre Costa (mtb -7587)