Por um transporte popular! Chega de cartéis!


O manifesto da Juventude Socialista do PDT de Porto Alegre sobre as mudanças no transporte público na capital gaúcha, publicado hoje, sexta-feira, 26/2, pelo Sul21, na sessão de opinião pública, mostra o descontentamento dos militantes diante do processo que vem sendo construído com relação à oferta do serviço de transporte coletivo na cidade. O documento faz alusão a Leonel Brizola, um líder trabalhista que sempre lutou para que o povo trabalhador não pagasse a conta, e afirma que o transporte coletivo continua sendo controlado pelos mesmos empresários de sempre.

Leia o manifesto:

A Juventude Socialista do PDT de Porto Alegre manifesta-se publicamente a fim de declarar a sua posição contrária ao processo que vem sendo construído com relação à oferta do serviço de transporte coletivo na cidade.

publicado originalmente no site:

http://www.sul21.com.br/jornal/por-um-transporte-popular-chega-de-carteis-da-juventude-socialista-do-pdt/

Apesar de ter sido realizado processo licitatório no ano passado, o transporte coletivo continua sendo controlado pelos mesmos empresários de sempre. Nada mudou. Foram anunciados 296 ônibus novos, no entanto a frota teve um aumento efetivo de apenas 12 veículos. Um número emblemático para uma gestão que, teoricamente, é do partido que tem o 12 como número da sigla. Uma gestão do partido fundado por Leonel Brizola, um líder trabalhista que sempre lutou para que o povo trabalhador não pagasse a conta. Além disto, um novo aumento foi anunciado. Um aumento acima da inflação. Um aumento decretado sem consultar o Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu). Como se percebe, um processo nada democrático. A promessa era de que a cidade iria contar com mais 296 ônibus equipados com ar condicionado, mas no dia em que a frota começou a operar, a prefeitura anunciou que 30% dos ônibus não possuem refrigeração. Ou seja, não temos um aumento de 296 ônibus, tampouco temos 296 ônibus novos com ar condicionado. Repetimos, nada mudou.

No governo de Leonel Brizola no Rio de Janeiro, uma de suas prioridades foi o transporte coletivo – fato que o levou a encampar (estatizar) este serviço. Além disto, estudantes uniformizados tinham passe livre. O legado de Brizola nos dá a certeza de que o processo que está em andamento em Porto Alegre não condiz com o projeto trabalhista do PDT!

No Brasil todo se fala em crise econômica. Falta dinheiro para pagar o funcionalismo público. Falta dinheiro para investir em serviços públicos essenciais à população. Ao mesmo tempo, os bancos apresentam lucros absurdos. Aqui na cidade os empresários do transporte coletivo também lucram. Quem sofre com isso tudo é a população, que se depara com o desemprego e com o aumento no valor das passagens ao mesmo tempo.

A Justiça suspendeu o aumento. A Prefeitura recorreu da decisão – mas felizmente a justiça não aceitou. Isto significa que a prefeitura não cogita contrariar os interesses dos empresários.

Diante de todos estes fatos, nos colocamos publicamente contrários à condução que está sendo feita. Anunciamos, também, que iniciamos uma campanha de recolhimento de assinaturas com a finalidade de protocolarmos um projeto de iniciativa popular que vise a encampação do transporte coletivo.


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Jornalista Responsável - Alexandre Costa (mtb -7587)