MILITANTES MARCHAM CONTRA O GOLPE E EM DEFESA DA DEMOCRACIA


Milhares de pessoas participaram, na tarde desta sexta-feira, dia 11 de dezembro, em Porto Alegre, de uma marcha em defesa da democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma. Ao canto de “não vai ter golpe, vai ter luta" e "fora Cunha", os manifestantes se deslocaram da rótula das cuias em deireção ao Palácio Piratini.

Na Praça da Matriz, João Pedro Stédile, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), alertou para a seriedade da crise vivida no país. “O Brasil vive uma grave crise econômica, política e social e o que está em jogo são os rumos do país”. Stédile disse que o processo de impeachment aberto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi “um salvo-conduto” para que o mesmo evitasse a prisão. “O diabo faz a panela, mas não faz a tampa”, esbravejou Stédile, afirmando que a estratégia de Cunha não funcionará por muito tempo e que a mesma foi um tiro no pé, pois motivou os movimentos sociais a saírem às ruas para pedir seu afastamento.

Stédile convocou os movimentos sociais para fazer uma caravana rumo a Brasília. Também sugeriu que, depois do Carnaval, entre março e abril de 2016, quando iniciarem as votações do pedido de impeachment no Congresso Nacional, os militantes ocupem a Praça da Matriz , em frente ao Palácio Piratini, e permaneçam no local e em vigília para “impedir que canalhas como Eduardo Cunha estejam fora da cadeia."

Entre os manifestantes estavam Olívio Dutra, Raul Carrion, do PCdoB, o vereador Alberto kopittke, do PT, o presidente regional da CUT, Claudir Nespolo, entre outros.


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Jornalista Responsável - Alexandre Costa (mtb -7587)