LOCAL ONDE OCORREU EXPLOSÃO EM BEIRUTE GUARDAVA 2.750 TONELADAS DE NITRATO DE AMÔNIA


As explosões na zona portuária de Beirute, na capital do Líbano, nesta terça-feira (4/8), causaram a morte de 80 pessoas e deixaram mais de quatro mil feridos, de acordo com as autoridades do país. O primeiro-ministro Hassan Diab informou que o local onde ocorreu a explosão guardava 2.750 toneladas de nitrato de amônio, material altamente explosivo e utilizado em equipamentos de detonação e em fertilizantes. As autoridades libanesas buscam informações sobre a origem do produto, que estava armazenada sem "medidas preventivas". Apesar das informações reveladas por Diab, ainda não está descartada a hipótese de que as explosões tenham sido ocasionadas por atentado terrorista.

O primeiro-ministro Hassan Diab afirmou ser inaceitável que uma remessa de nitrato de amônio, estimada em 2.750 toneladas, tenha ficado guardada por seis anos em um armazém sem que fossem tomadas medidas preventivas para garantir a segurança dos cidadãos. “Não ficarei satisfeito até que achemos a pessoa responsável pelo que aconteceu, para responsabilizá-lo e impor as mais severas penalidades", disse.


O nitrato de amônio aumenta a taxa de combustão na presença de material inflamável ou combustível, mesmo sem oxigênio. Quando aquecido, derrete, se decompõe e libera gases tóxicos, incluindo óxidos de nitrogênio (NOx) e gás amônia. No caso de um incêndio, o produto pode causar explosão, mesmo que esteja em contêineres ou embarcações. O produto não queima, mas em contato com material inflamável pode ocasionar explosões fortes.

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