FLÁVIO BOLSONARO E SUAS RELAÇÕES PERIGOSAS COM ADRIANO DA NÓBREGA (MORTO) E FABRÍCIO QUEIROZ


Reportagem de O Globo desta segunda-feira (10/8) relata o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ) ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), no processo que investiga o “esquema de rachadinha”, quando o filho do presidente era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A matéria evidencia a proximidade de Flávio com o miliciano Adriano da Nóbrega, um dos suspeitos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.


O ex-capitão do Bope foi morto na Bahia, no dia 9 de fevereiro. Segundo Flávio, Nóbrega foi seu instrutor de tiro. "Conheci Adriano dentro do Bope, ele me dando instrução de tiro. (Conheci) Por intermédio do Queiroz, que serviu com ele no batalhão, não sei qual. Sempre fui um parlamentar que gostei de conhecer os policiais que iam para o combate, do dia a dia da rua, para o trabalho mais arriscado", disse Flávio, em depoimento no dia 7 de julho.


A reportagem ainda relembra que Queiroz e Capitão Adriano se conheceram em 2003, quando serviram juntos no 18º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Pouco tempo depois, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro homenageou Adriano com uma comenda da Alerj. Adriano estava preso à época, acusado de homicídio.O MP-RJ sustenta que Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz são os líderes de uma organização criminosa que desviava arte dos salários de assessores nomeados na Alerj —vários deles seriam funcionários fantasmas. Flávio e Queiroz sempre negaram as acusações.

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