FERNANDA MELCHIONA (PSOL) DIZ QUE PROPÔS PRÉVIAS EM PORTO ALEGRE, MAS NEM PT E NEM PCDOB ACEITARAM

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, afirmou em entrevista ao Fórum Café, nesta quinta-feira (3/9), que propôs uma unidade da esquerda nas eleições do município como estratégia de enfrentamento aos candidatos da extrema direita. De acordo com Melchionna, o PSOL não foi convidado e ficou de fora da construção do projeto. “Propus de novo e nenhum desses dois partidos aceitaram. Indicaram o prefeito, indicaram o vice, e ainda falam em unidade. É conversa mole para boi dormir”, criticou.


A deputada foi enfática ao criticar a postura do PT e do PCdoB. “Infelizmente, parece que os companheiros não aprenderam nada com 2016, nada com 2018, a chapa é deles, o programa é deles, são muito bons, e depois a rejeição deles faz eles perderem no segundo turno”, ironiza. “Vou lutar para chegar lá. Lutar contra a extrema direita é o desafio de 2020. Não esperem uma campanha de venda de ilusões”, anunciou.


Na entrevista, Melchionna também exaltou o modelo de prévias em outros países da América Latina. “Pensei em prévias, não em primárias. É um modelo que a frente ampla no Uruguai usa há 20 anos. A nova esquerda que nasceu no Chile nas eleições de 2017 foi a partir de um processo de prévias. No Peru, a mesma coisa com a Verónika Mendoza. Uma construção que teve até na candidatura do Bernie Sanders”, cita.



“Eu não só aceitaria como propus prévias em Porto Alegre em maio de 2019, sabendo que estamos em uma situação defensiva, que tem a extrema direita no poder. Seria importante unir as esquerdas distintas, porque nós somos distintos", argumentou Melchionna, afirmando ainda que "é preciso ressignificar, construir mecanismos de participação para uma vanguarda ampla. Nem o PT e nem o PCdoB aceitaram, referindo-se a pré-candidata Manuela D’Ávila (PCdoB) e o seu vice Miguel Rossetto (PT).


No início deste ano, PT, PCdoB e PSOL se reuniram para tentar construir uma frente em Porto Alegre, mas a proposta não evoluiu. Manuela e Mechionna estiveram presentes à reunião. O PT ainda precisou escolher entre Miguel Rossetto e Marcelo Sgarbossa, que disputaram a indicação dos filiados para compor a chapa.


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