DURANTE 11 SEMANAS, O BRASIL DE BOLSONARO OCUPA O EPICENTRO DA PANDEMIA DE CORONAVÍRUS NO MUNDO


O Brasil registrou, novamente, mais de mil mortes de um dia para o outro, em função do coronavírus. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), nesta quinta-feira (20/8) foram registrados mais 1.204 óbitos, elevando para 112.304 o número total de mortes no país em decorrência do covid-19. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 45.323 novos casos da doença. O país já soma 3.501.975 de pessoas diagnosticadas com coronavírus, desde o início da pandemia. Nesta semana, o número diário de novos casos ainda não superou os 50 mil registros, o que pode indicar uma queda na propagação do covid-19 no país, pois o patamar de novos casos em dias de semana dificilmente era inferior a esta marca.


O Brasil é o segundo país mais afetado pelo coronavírus no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Desde o início de junho o país registra média diária de mortos acima de mil pessoas. Nas últimas 11 semanas, o Brasil tem sido o epicentro da pandemia e se mantém como país com mais mortes pela covid-19. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação do Brasil é extremamente grave, pois todos os países que foram fortemente atingidos pela pandemia, tendo um pico de mortalidade elevado, logo em seguida registraram decréscimo do número de óbitos. No entanto, no Brasil o pico já perdura por dois meses.

As principais causas para que o país permaneça sendo o epicentro do coronavírus no mundo estão relacionadas à falta de iniciativas do poder público. O fato do governo federal desprezar as ações para conter a propagação da doença, sendo contrário inclusive as medidas de isolamento social podem estar diretamente ligadas ao grande número de mortes e de pessoas contaminadas. Uma das falhas mais graves cometidas pelo governo Bolsonaro foi a falta de planejamento e de estratégias de contenção e controle de contágio, como a realização de testes em grande escala na população. A testagem poderia ter evitado de forma substancial o número de vítimas fatais no Brasil. Também evitaria que a pandemia se mantivesse em um patamar de risco elevado, evitando que a economia se mantivesse paralisada por tanto tempo, o que só agravou a crise no país.

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