DECLARAÇÕES DE GILMAR MENDES CONTRA BOLSONARO E MILITARES DESAGRADOU MOURÃO, QUE PEDIU RETRATAÇÃO


As críticas feitas no sábado (11/7) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes aos militares por terem “se associando a um genocídio”, referindo-se à condução do governo Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus e do papel do Exército no Ministério da Saúde, geraram reação por parte do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e do comandante do Exército, Edson Pujol.


Nesta quarta-feira (14/7), eles enviaram uma representação à Procuradoria-Geral da Defesa contra o ministro Gilmar Mendes. Em uma nota conjunta, Azevedo e Pujol classificam a "acusação de grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana”, referindo-se à declaração de que o Exército “está se associando a um genocídio” pela tomada do Ministério da Saúde pelo chamado Partido Fardado. O vice-presidente Hamilton Mourão cobrou uma retratação por parte do ministro. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador Flávio Dino (PCdoB-MA), defenderam o magistrado.

No entanto, o ministro Gilmar Mendes publicou uma nota, nesta quarta-feira, reafirmando as críticas. “Reforço, mais uma vez, que não atingi a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica. Aliás, as duas últimas nem sequer foram por mim mencionadas. Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros”, disse.

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