CRESCEM AS MORTES NO BRASIL PELO CORONAVÍRUS E BOLSONARO É CHAMADO DE CRIMINOSO

Nesta sexta-feira (27/5), o Ministério da Saúde confirmou 92 mortes por coronavírus (Covid-19) no Brasil e 3.417 pessoas contaminadas. Em todo o mundo, o total de pessoas contaminadas passa de 530.000, com 24.000 mortes. Já a Itália registrou seu pior dia desde o início do surto: em 24 horas foram 969 mortes, elevando para 9.134 o total de vítimas. Mesmo diante de números aterrorizantes o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro convocou diversas carreatas pelo Brasil, como forma de protesto ao isolamento social e a paralisação quase que total do comércio no país. Bolsonaro poderá sofrer processo de impeachment por provocar um verdadeiro genocídio no Brasil. O presidente tem ignorado as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, que preconiza o isolamento como a forma mais eficiente para reduzir o número de mortes e de infectados.



O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) entrou com uma ação no Tribunal de Contas da União contra o governo federal, por conta da campanha publicitária “Brasil não pode parar”, que custou R$ 4,8 milhões aos cofres públicos, e que pedirá que a população interrompa a quarentena e saia às ruas, em meio à pandemia do coronavírus, que já provocou 77 mortes no país, além de 2,9 mil contaminações. “A atitude de Bolsonaro e de seu ministro de Comunicação é criminosa, porque tenta colocar uma parte da população contra os profissionais de saúde, especialistas e autoridades sanitárias, que estão preocupados em salvar vidas”, explica Padilha, que lembra de uma campanha similar feita pela prefeitura de Milão, na Itália, um dos países mais atingidos pela doença. “É duplamente criminosa porque ela é quase uma cópia de uma campanha feita pela prefeitura de Milão. E o prefeito de Milão ontem pediu desculpas por essa campanha, depois de acumular mortes e caixões. Ela é criminosa porque utiliza recursos públicos que deveriam estar sendo utilizados para comprar máscaras, kits de diagnósticos ou recursos para os hospitais”, aponta.

Para Alexandre Padilha, que foi ministro da Saúde no governo de Dilma Rousseff, Bolsonaro se equivoca quando tenta antagonizar lucro de empresas com a saúde da população.“Ela (a campanha) é criminosa porque tenta fazer uma polarização entre salvar vidas ou a economia. Temos que fazer uma campanha em que o Brasil tem que viver, que a vida não pode parar, que a vida tem que ser preservada, que a vida tem que ser defendida. Por isso, entramos com ação no TCU e vamos entrar com ação popular, para que essa campanha seja proibida e os recursos gastos sejam recuperados.”

rodapé ed.png