CONFERÊNCIA ON-LINE DE SÉRGIO MORO NA ARGENTINA FOI SUSPENSA APÓS ONDA DE REJEIÇÃO NAS REDES SOCIAIS


A popularidade do ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sérgio Moro já não é mais a mesma dos tempos da Lava-Jato. Habituado a participar de eventos nacionais e internacionais, Moro experimentou o gosto amargo da rejeição ao ter uma conferência sua suspensa, em um evento na Argentina, marcado para o dia 10 de junho. O motivo foi a rejeição ao seu nome, manifestada por diversos setores políticos e profissionais, que organizaram uma campanha contra sua presença, via Zoom. A participação do ex-ministro no simpósio "Combate à corrupção, democracia e Estado de Direito" acabou sendo cancelada pelos organizadores. Os argentinos repudiaram a presença do ex-ministro e lembraram que Moro usou a Lava Jato para perseguir o ex-presidente Lula, que foi preso e acabou impedido de concorrer nas últimas eleições no Brasil.

Os promotores da coleta de assinaturas contra sua participação no colóquio especificaram que, com sua presença no gabinete do presidente de extrema-direita, Moro demonstrou "sua absoluta parcialidade em relação a quem ele havia tentado anteriormente" e que o governo Bolsonaro "é reconhecido por violar e atacar os direitos das minorias étnicas, sexuais, religiosas, os direitos das mulheres e por promover o ódio e a discriminação como uma ferramenta política".


E acrescentaram que "Moro é um símbolo da pior face do Poder Judiciário nas nações latino-americanas, sendo uma roda dentada fundamental na ''Lawfare'', ou guerra judicial contra líderes políticos da região", pelo que rejeita "sua presença em qualquer atividade organizada" em qualquer casa de estudo e solicitamos à Faculdade de Direito que analise a atividade".Nas redes sociais também se somaram diversas vozes de repúdio, incluindo a da ministra argentina da Mulher, Gênero e Diversidade, Elizabeth Gómez Alcorta.


Fonte: Página12 e Mídia Ninja

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