ASSOCIAÇÃO MÃES E PAIS PELA DEMOCRACIA APRESENTAM 3ª FASE DA PESQUISA SOBRE A EDUCAÇÃO NA PANDEMIA

A terceira das quatro etapas da pesquisa elaborada e coordenada pela Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD) sobre o atual cenário da educação em Porto Alegre, em tempos de pandemia, será apresentada as 10 horas da próxima sexta-feira (14/8). As duas primeiras etapas estão relacionadas ao âmbito familiar (mães, pais e/ou responsáveis pelos alunos). Já a terceira e a quarta etapas se referem à realidade dos educadores.

As imagens são peças ilustrativas para serem distribuídas pelas mídias sociais/ rquivo: AMPD.


A pesquisa é uma das iniciativas do Comitê da Crise Educacional do Rio Grande do Sul e tem o apoio de diversas entidades, como Associações de Orientadores Educacionais do Rio Grande do Sul (AOERGS), Associações dos Supervisores Educacionais do Rio Grande do Sul (ASSERS), Fórum Gaúcho de Educação Infantil (FGEI), CPERS/Sindicato, Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), SINPRO-RS e SINASEFE-IFSul. Os resultados das duas primeiras fases já foram divulgados no dia 31 de julho e no dia 7 de agosto. A apresentação dos resultados da pesquisa tem sido feita pelo facebook da Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD), no endereço www.facebook.com/MaesePaispelaDemocracia.

As imagens são peças ilustrativas para serem distribuídas pelas mídias sociais/ arquivo: AMPD.

TECNOLOGIA EVIDENCIA AS DESIGUALDADES Pelo menos 1,5 bilhões de estudantes ficaram fora da escola em mais de 160 países, segundo relatório do Banco Mundial. No Rio Grande do Sul, as salas de aula das redes públicas e privadas estão vazias há quase seis meses. A pesquisa aponta para questões presente antes mesmo da pandemia, mas que se tornaram ainda mais evidentes. Existe um verdadeiro abismo de desigualdades entre alunos, em decorrência das diferenças das condições econômicas e sociais das famílias. Estas desigualdades são maiores entre estudantes da rede pública e privada, mas também há diferentes realidades entre alunos das mesmas redes. Estamos diante de inquietante evidencia: as questões tecnológicas tronaram ainda mais visíveis as desigualdades de acesso à educação. 


A pesquisa online foi respondida por cerca de 7 mil pessoas, sendo a amostra ponderada, proporcional ao número de matrículas e número de professores das redes municipal, estadual e privada de Porto Alegre foi de 2.200 casos, apresentou cerca de 50 questões e, em média, levou oito minutos para ser finalizada. O objetivo das questionamentos era compreender o que pensam e o que querem mães, pais, alunos e educadores que atuam na educação básica de Porto Alegre, na rede municipal, estadual e na rede privada. A pesquisa também permite comparar os resultados de uma outra pesquisa, elaborada pelo Governo do Estado, e que é bem mais enxuta.

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