É CADA VEZ MAIS CLARA A PROTEÇÃO CITADA POR BOLSONARO PARA A FAMÍLIA E QUE GEROU A DEMISSÃO DE MORO

Dia após dia, o Brasil começa a desvendar o que realmente o presidente Jair Bolsonaro queria dizer com relação à proteção que deseja ter para a sua família e que resultou na demissão do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Em função da repercussão da prisão de Fabrício Queiroz, o advogado Frederick Wassef anunciou no domingo (21/6), em entrevista à CNN, que não é mais responsável pela defesa do senador Flávio Bolsonaro, no caso da "rachadinha". Ao esconder Queiroz, Wassef pode ter contribuído para o crime de obstrução judicial e corre o risco de ser preso. Por isso, o advogado pediu desculpas "por qualquer dano que tenha causado ao presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro".

O filho do presidente é alvo de um escândalo de corrupção que desviava salários de funcionários públicos para pagar despesas pessoais do clã Bolsonaro. Com o avanço das investigações, o receio do presidente Jair Bolsonaro, segundo ele próprio revelou durante a fatídica reunião ministerial do dia dia 22 de abril, aos poucos se concretiza. A disputa pelo comando da Polícia Federal do Rio de Janeiro, que gerou a demissão do ex-juiz Sérgio Moro, dá sinais de ser bem maior do que uma disputa por cargos no segundo escalão do governo ou pela autonomia do ex-ministro. As informações que circulam entre os jornalistas que acompanham o dia-a-dia do Palácio, é de que com a prisão de Queiroz, o Ministério Público do Rio de Janeiro deve denunciar Flávio Bolsonaro como chefe do esquema de corrupção da rachadinha. Aos poucos, o Brasil começa a conhecer realmente os subterrâneos da política do presidente Jair Bolsonaro e dos seus filhos.

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