PF acusa Mainardi e Veja
Veja
o que o jornalista Luis Nassif publicou no seu blog....
O
relatório do delegado Protógenes Queiroz, encaminhado
ao Juiz Fausto Martin de Sanctis - que serviu de base para o pedido
de prisão de Daniel Dantas e outros réus –
acusa diretamente as revistas IstoÉ Dinheiro e Veja e os
jornalistas Leonardo Attuch, Lauro Jardim e Diogo Mainardi de
colaborarem com uma organização criminosa. Mainardi
é explicitamente apontado como “jornalista colaborador
da organização criminosa”.
O
nome do documento é “Relatório Encaminhado
ao Juiz Federal Fausto Martin de Sanctis". É o Inquérito
Policial 12-0233/2008. Nele consta Procedimento Criminal Diverso
no. 2007.61.81.010.20817.
Foi
preparado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros
do Departamento da Polícia Federal
O
capítulo 13 tem por título “Do papel da mídia
no processo investigatório”.
Diz
o seguinte:
Evidentemente
com maior assiduidade na programação quase que diária
dos meios de comunicação disponíveis, o grupo
comandado por Dantas se serve com maior freqüência
do que o grupo comandado por Naji Nahas. Ambos são convergentes
quanto ao interesse comum e divergentes quanto às matérias
publicadas, como forma de ludibriar para atingir seus objetivos.
Com vantagens no final da falsa discussão pública.
Curiosamente,
(...) o volume de dados analisados a respeito do material publicado
ao longo da existência dessa organização criminosa
usando a mídia, ora em proveito próprio ora em outros
propósitos chantagistas
Neste
momento trazemos à luz algumas matérias de fomento
ao acordo recentemente efetivada pela BrT, Oi, Citigroup, Opportunity,
aqui Daniel Valente Dantas, referente a alguns “conceituados”
órgãos da imprensa escrita, tais como revista IstoÉ
Dinheiro e Veja, ambos veículos a serviço do relevante
grupo.
Apontamos
a revista Veja, data de 16/01/2008, matéria “Rumo
à supertele”, três folhas dedicadas exclusivamente
aos interesses escusos da organização pelo jornalista
Lauro Jardim.
Nesse
mesmo dia 16.01.2008, matéria de capa da revista IstoÉ,
“Os Vencedores da Telefonia”, como Carlos Jereissati
e Sérgio Andrade, sócios da Oi, foram escolhidos
pelo governo para comprar a BrT e, com o auxílio generoso
do BNDES, formar um gigante das telecomunicações”,
do jornalista Leonardo Attuch.
E
aqui nesse momento, eu vou me servir do recente artigo publicado
no dia 12.04.2008, edição 2054, da própria
revista Veja, elaborado por um dos jornalistas colaboradores dessa
organização criminosa, Diogo Mainardi, sob o título
“Entendeu,
Tabatha”.
“Eles
retomaram algumas das práticas mais antigas e mais imundas
do jornalismo, como a chantagem, a mentira, a propaganda do poder
e a matéria paga".
Ao
lembrar essa assertiva ele talvez tenha revelado e audaciosamente
expressado a vertente resumida de como funcionava a mídia
para o grupo Opportunity, comandado por Daniel Valente Dantas,
o que reforça e confirma todo o material coletado através
de interceptações de dados telefônicos e telemáticos.
Em
uma avaliação bem literal das condutas e comportamentos
de alguns jornalistas que hoje estão no bojo do trabalhos
coletados, é de se considerar como participantes da organização
criminosa liderada por Daniel Valente Dantas especialmente aqueles
que têm indícios de remuneração direta
ou indireta de recursos originados do referido investigado ou
de seus colaboradores.
No
relatório de análises constou no dia 13/01/2007
que o investigado Daniel Dantas mantém diálogos
com Verônica Dantas e Danielle Silbergleid afirmando textualmente
da necessidade de utilizar a conexão direta entre ele e
a imprensa como instrumento para plantar informações
a fim de confundir a opinião de autoridades públicas
nacionais e internacionais na disputa do grupo Opportunity, Citigroup,
Telecom Italia pelo controle da BrT
Embora
esse tema não seja foco inicial da presente investigação,é
necessário conhecermos os meios ardilosos na divulgação
das informações plantadas.
A
voracidade em lançar informações falsas e
até com cunho difamatório, e menciona o nome Moreira
Alves (...) na empreitada suja de baixo nível.
E
aqui vai a indagação: a mídia é um
veículo independente comprometido com a verdade imparcial.
Certo? Errado. O que estamos assistindo, o desmascaramento por
meio do Judiciário Federal com a atenção
auspiciosa do Ministério Público Federal é
repugante !!! sob o ponto de vista ético e moral do papel
da imprensa.
E
aqui reproduzimos ipsis literis a mensagem interceptada de conteúdo
sem o mínimo escrúpulo que possa nortear regras
de boa conduta e convivência social.
Assunto:
Pendências
De; Cristina Caetano 18/02/2008
Para Alberto Pavi
Pavi,
Obrigado.
Outro dia retomaremos a conversa com Moreira Alves. Nosso prazo
para entrar com a campanha difamatória é no começo
de março. E se não formos fazer com ele temos que
achar outra pessoa. Nós preferimos que você redigisse.
Achamos que nesse caso tem muitos fatos, seria melhor ser redigido
por um civilista do que por um criminalista. Vamos focar nisso?
Beijos
Conclusões
Depois,
fala de contatos de Nahas com jornalistas, mas sem envolvimento
com o a organização criminosa. Menciona jornalistas
que tiveram reuniões com Nahas, no plano jornalístico
apenas. Quando menciona Attuch, o relatório diz que
seria
também responsável pela publicação
de artigos jornalísticos “encomendados” pela
organização criminosa com o objetivo de facilitar
o tráfiuco de influência perante autoridade são
públicas.
Para
esse seleto grupo jornalístico Naji Najas ora se posiciona
falsamente como opositor e inimigo de Daniel Dantas.
É
comum jornalistas acima citados (acrescentamos o colunista Diogo
Mainardi, na revista Veja) assinarem matérias favoráveis
ao interesse do grupo Opportunity, principalmente à pessoa
de Daniel Valente Dantas.
A
contextualização e os tópicos de análise
do papel da mídia na presente investigação,
por questão didática, preferimos fazer referência
aqui na forma de anexo digitalizado.
O
relatório tem menção a vários links
com gravações de conversas telefônicas.