Marcelo
Danéris - Presidente Municipal do PT de Porto Alegre
Neste mês de abril a governança Fogaça prestou
contas de seus três primeiros anos de governo, afirmando
ter criado um novo “modelo de gestão” na Prefeitura
a partir da sua parceria com o PGQP. O tom eufórico do
relatório contrasta com a pobreza das realizações.
O governo afirma que realizou em 2007 o maior investimento da
década. Não é verdade. Segundo dados do balanço
foram investidos R$ 144 milhões em 2007, valor inferior
à média anual da última gestão que
foi de R$ 163,3 milhões. A atual administração
afirma, também, que ocorreu no ano passado o maior gasto
com saúde, mas na verdade ele foi inferior à média
do quadriênio anterior. Os investimentos no setor foram
modestíssimos em 2007, de apenas R$ 2 milhões, enquanto
que o gasto com publicidade atingiu R$ 14,8 milhões. Outro
exemplo claro do descompromisso do atual governo com a população
é o não cumprimento das demandas do OP. Nos últimos
três anos apenas 82 obras foram concluídas e 444
demandas da comunidade ainda estão no papel.
A governança Fogaça tem repetido à exaustão
que realizou o saneamento financeiro da Prefeitura, exemplificando
com os superávits alcançados a partir 2005. A melhora
nas finanças decorreu de uma importante alteração
na legislação do ISSQN, que beneficiou as prefeituras
a partir de 2003, além da explosão do mercado imobiliário
e do crescimento econômico do Brasil dos últimos
anos. Acresça-se a queda nos investimentos e a redução
dos serviços essenciais da cidade, além do atraso
de mais de 60 dias no pagamento dos fornecedores, reconhecido
pelo secretário-adjunto da fazenda municipal em entrevista
concedida ao JC neste mês de abril. Ele afirma que “não
há equilíbrio total das finanças”,
contrariando o seu secretário e o prefeito municipal.
Esta
é a qualidade da gestão e a mudança prometida
pelo governo Fogaça.
Artigo
publicado no Jornal do Comércio em 17/04/08